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A colheita do milho, utilizado na produção do etanol, deve ser a menor desde 2004 por conta da seca no país; agência americana de proteção ambiental não deve decidir a questão antes de meados de novembro

Reuters

Caso a administração Obama alivie as exigências para o uso de etanol a base de milho na gasolina, os benefícios chegariam um ano mais tarde, com mais milho disponível a baixo custo para ração animal e menor produção de etanol, disse um instituto de pesquisa.

Os governadores de sete estados ao Sul e Sudeste dos Estados Unidos pediram uma renúncia de um ano no mandato do etanol, alegando que ele eleva os custos de ração e está levando à falência criadores de suínos, bovinos e aves. A colheita do milho, em andamento, deve ser a menor desde 2004 por conta da seca no país.

A Agência de Proteção Ambiental não deve decidir a questão antes de meados de novembro.

Uma renúncia daria pouco alívio no primeiro ano, disse o instituto da Universidade de Missouri, conclusão atingida por outros analistas. Ele disse que os preços do milho perderiam 3% no ano seguinte, o volume de milho para ração animal teria alta de 2% e a produção de etanol cairia 7%.

"O uso extra de biocombustíveis em um ano normalmente pode ser usado para atingir ao mandato do ano seguinte", disse o Instituto de Pesquisa Política em Alimentos e Agricultura. Ele disse que produtores de biocombustíveis poderiam empregar produção de etanol durante 2013 para atingir até 20% do mandato de etanol em 2014, que será maior.

"Se essa prática for permitida, uma renúncia em 2012/13 pode tornar mais fácil de satisfazer o mandato em 2013/14, quando os limites da mistura E10 tornam o mandato mais difícil de ser cumprido", disse o Fapri, referindo-se à taxa de mistura normal de 10% de etanol e 90% de gasolina.

Se o carregamento não for permitido, "a direção dos efeitos do segundo ano são reversas", disse o órgão.

A oferta de gasolina dos EUA está quase saturada em uma mistura de 10%, dificultando para varejistas cumprir o mandato de etanol. O aperto deve ser ainda maior com o aumento do mandato nos próximos anos.

Os chamados Padrões de Combustíveis Renováveis (RFS, na sigla em inglês) garantem ao etanol uma fatia no mercado de gasolina para carros e caminhões leves. O mandato para este ano é de 13,2 bilhões de litros, subindo para 13,8 bilhões de litros em 2013 e chegando a 15 bilhões de galões de 2015.

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