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Brasil representa 5% das vendas da fabricante de aparelhos auditivos, que pretende aumentar esse número

Brasil Econômico

Foi-se o tempo em que os aparelhos auditivos eram aquelas peças grandes e desconfortáveis. Hoje, a evolução da tecnologia permite que o uso desse tipo de aparelho seja quase imperceptível, tanto para os pacientes como para quem vê. Essa mudança é resultado de investimentos constantes feitos pelas empresas em inovação. Exemplo disso é a Sonova, líder mundial no mercado de aparelhos auditivos. A empresa investe cerca de 7% de seu faturamento na área de pesquisa e desenvolvimento. No ano fiscal encerrado em março de 2012, as vendas globais da companhia foram de US$ 1,7 bilhão e os investimentos na pesquisa de novos produtos foram de US$ 116 milhões.

A preocupação com os surgimento de novos produtos é um dos motivos que levou a Sonova a investir em uma subsidiária no Brasil. “Esse é um país muito inovador, que com certeza pode contribuir muito para as nossas soluções”, afirmou, com exclusividade ao BRASIL ECONÔMICO, Lukas Braunschweiler, presidente global da companhia. Por aqui, a Sonova atua desde 2005 com sua marca mais importante, a Phonak. Antes disso, a empresa já vendia seus produtos no país desde a década de 1980.

Segundo a Sonova, 70% de todos os produtos vendidos pela empresa foram inventados nos últimos dois anos. “Temos uma preocupação muito grande de investir em diversas áreas, para que não coloquemos todo o nosso dinheiro em apenas um produto”, diz Braunschweiler.

Sob medida

Entre as últimas novidades lançadas pela Sonova, estão aparelhos de audição cada vez menores e versões personalizadas que ficam prontas cada vez mais rápido. “Temos um sistema digital para escanear os moldes que faz com que, independentemente de onde esteja o paciente, o aparelho fique pronto muito rapidamente e com uma chance mínima de estar fora do padrão”, afirma Pedro Stern, presidente da Phonak do Brasil.

Além do incentivo à inovação, o potencial do mercado brasileiro também é um fator que coloca o Brasil em posição de destaque entre as operações da Sonova em todo o mundo. Segundo a Organização Mundial de Saúde, o número de brasileiros com problemas auditivos está na casa dos 15 milhões. Na população acima dos 65 anos, estima-se que esse tipo de problema afete 70% das pessoas.

“Se você olhar para os indicadores, fica fácil ver que o país ainda não atingiu o seu limite de crescimento para nossos negócios”, afirma Braunschweiler. Segundo a empresa, a Phonak é a líder nacional no mercado de aparelhos de audição.

Hoje, a Phonak do Brasil é responsável por 5% do faturamento mundial da Sonova. Isso representa que o país é responsável por mais de um terço das vendas da companhia em todo o continente americano, com exceção dos Estados Unidos.

Por conta da importância que o mercado vem ganhando, a Sonova busca registrar seus produtos no país assim que eles são lançados no exterior. “Nos produtos mais simples, o delay acaba sendo de alguns meses. O problema é nos aparelhos mais complexos, como implantes. Nesse caso, a autorização da Anvisa para vendermos o produto pode demorar até cinco anos”, afirmou Stern.

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