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Conselho da companhia recomendou que os acionistas aprovem tanto a fusão quanto o pacote de remuneração dos executivos

Reuters

A mineradora Xstrata deu nesta segunda-feira a tão esperada aprovação à oferta revisada de US$33 bilhões da Glencore, apesar de impor a condição de que os acionistas também aceitem um controverso pacote de remuneração para reter os diretores da companhia por pelo menos dois anos.

Os diretores não executivos da Xstrata vinham estudando a oferta melhorada da Glencore, maior acionista de mineradora, desde 10 de setembro, confrontando durante três semanas exigências conflitantes de acionistas sobre os termos do acordo, o conselho e mais de 140 milhões de libras (US$226 milhões) em um pacote de retenção de diretores.

A Glencore foi forçada a aumentar sua oferta no mês passado para 3,05 novas ações para cada ação da Xstrata detida, ante 2,8, depois que o Qatar ameaçou acabar com o plano de criar uma gigante da mineração e comércio de commodities minerais.

As condições da Glencore, entretanto, incluíram colocar seu próprio presidente-executivo, Ivan Glasenberg, no comando do grupo combinado, no lugar do veterano da Xstrata Mick Davis, que deveria assumir o cargo, mas agora vai sair.

Nesta segunda-feira, a Xstrata confirmou que aceitou as exigências dos acionistas rebeldes sobre o pagamento, como já era esperado, e dividiu uma votação sobre o pacote para manter os executivos da votação principal sobre a fusão, ambas vinculadas à proposta original.

Mas o conselho, que encontraria dificuldade para não apoiar uma oferta melhor da Glencore, manteve sua posição sobre a retenção dos executivos e reiterou sua preocupação de que sem a administração da Xstrata para guiar o conjunto de projetos da empresa, "o valor de uma empresa combinada ficaria em risco".

O conselho recomendou que os acionistas aprovem tanto a fusão quanto o pacote de remuneração dos executivos.

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