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Na nova gestão, foram apresentadas ao Cade 51 operações, das quais 32 já foram aprovadas pelo chamado rito sumário da superintendência-geral do órgão

Agência Estado

Vinícius Marques de Carvalho, presidente do Cade
AE/ED FERREIRA
Vinícius Marques de Carvalho, presidente do Cade

Em solenidade de comemoração dos 50 anos do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o presidente do órgão antitruste, Vinícius Carvalho, avaliou há pouco que a nova estrutura da autarquia significou um "choque de gestão" na apreciação dos casos de concentração econômica.

Desde a entrada em vigor da nova lei de defesa da concorrência, em maio deste ano, foram apresentadas ao Cade 51 operações, das quais 32 já foram aprovadas pelo chamado rito sumário da superintendência-geral do órgão, em um tempo médio de análise de 18,7 dias. Os outros 19 processos aguardam julgamento, junto a um estoque de 428 casos que ainda tramitam segundo a legislação anterior.

"O nosso tempo médio de análise dos casos simples tem sido significativamente inferior ao registrado em países desenvolvidos, que levam em torno de 30 dias", afirmou Carvalho. O órgão julga hoje 35 casos, sendo 22 atos de concentração. Entre outros processos, o conselho deve deliberar sobre a compra da Webjet pela Gol, realizada em agosto de 2011.

(Eduardo Rodrigues - eduardor.ferreira@estadao.com)