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Empresa de segurança dobra investimentos em marketing e adianta lançamentos para crescer 20% este ano; produto para evitar ameaça dirigida a empresas é grande aposta

Ainda estamos em setembro, mas a japonesa Trend Micro já tem uma certeza: terá em 2012 o seu melhor ano da história no Brasil. A empresa de segurança cresceu 20% no primeiro semestre e pretende repetir o feito no segundo, índice inédito para a companhia. Segundo Hernán Pablo Armbruster, presidente da empresa, um dos fatores que possibilitaram o aumento na receita é a autonomia que o escritório local vem recebendo desde janeiro, diferente do que acontecia até então. “No primeiro semestre, conseguimos ter mais que o dobro de investimento em marketing que no ano anterior”, conta.

Isso aconteceu porque, no plano estratégico da corporação, o Brasil entrou para os mercados prioritários da japonesa neste ano, junto com Canadá, Inglaterra e Austrália. Com isso, Armbruster passou a se reportar diretamente à CEO e co-fundadora da trend Micro, Eva Chen. “Hoje tenho mais atenção e apoio”, resume. Como resultado, tem conseguido trazer ao país mais rápido novos produtos, algo fundamental no mercado de segurança.

Prova disso é que a próxima grande aposta da empresa, que será lançada em quatro de outubro, já está em funcionamento em seis clientes do Brasil. Trata-se de um produto para evitar as chamadas ameaças dirigidas, ou seja, que acontecem contra empresas ou governos específicos, e têm se tornado cada vez mais frequentes no mundo.

Nova estratégia

A entrada neste mercado dá continuidade a uma estratégia iniciada em 2008 pela Trend Micro para deixar de ser dependente das soluções de anti-vírus.Armbruster explica porque a mudança é importante. “Quase todas as empresas de segurança conseguem soluções para um novo vírus.” No entanto, quando o assunto é uma nova ameaça dirigida, só 10% delas são capazes de desenvolver um produto apropriado.

Nos últimos anos alguns casos de roubo de dados de empresas por conta de ameaças dirigidas vieram a público. Um dos mais notórios foi o da Sony que, quando hackers roubaram nomes, endereços e possivelmente detalhes de cartões de crédito de 77 milhões de usuários da rede Playstation Network.

Além das ameaças direcionadas, a segurança voltada para computação em nuvem também está no foco. A previsão é que este tipo de produto represente mais de 20% do faturamento global em 2012, sendo que no ano passado a fatia era de menos de 5% do faturamento total. A expectativa da corporação é que, dentro dos próximos três anos, mais de 50% das vendas de produtos e serviços da Trend Micro venha de soluções de segurança para nuvem ou baseadas na nuvem.

Um estudo feita pela empresa no Brasil mostra oportunidade neste segmento: dentre os sete países pesquisados, o Brasil figura como o segundo no ranking dos que mais tiveram ocorrências relativas à segurança de informações hospedados em “nuvem”.

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