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As dívidas da Celpa, hoje controlada pelo Grupo Rede, superam a marca de R$ 3,4 bilhões

Agência Estado

A Equatorial Energia, do fundo Vinci Partners, fechou acordo na terça-feira para comprar 65,18% do capital votante da Centrais Elétricas do Pará (Celpa) por apenas R$ 1. Pelo acordo celebrado, a Equatorial se compromete a realizar investimentos de R$ 700 milhões ao longo dos próximos dois anos na companhia, que se encontra em processo de recuperação judicial há oito meses.

As dívidas da Celpa, hoje controlada pelo Grupo Rede, superam a marca de R$ 3,4 bilhões. Além da Equatorial, que havia recebido o direito de negociar a compra da empresa com exclusividade em junho, o grupo J&F - controlador do frigorífico JBS - também disputava a aquisição da companhia de energia do Pará.

O plano de recuperação, aprovado em assembleia geral de credores realizada em 1º de setembro, contemplava uma proposta para equacionamento do passivo operacional e financeiro da Celpa, bem como a aquisição do controle da empresa por um investidor externo.

A conclusão da operação está sujeita ao cumprimento de determinadas condições, incluindo aprovações da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e do Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência (Cade).

A Equatorial Energia deve assumir fisicamente as operações da Celpa no início de novembro, indicou a juíza responsável pelo processo de recuperação judicial da distribuidora paraense, Maria Filomena de Almeida Buarque. Segundo ela, representantes da Equatorial - controlada pela gestora de investimentos Vinci Partners - se reunirão nesta quarta-feira com o governador do Pará, Simão Jatene, para negociar a dívida da distribuidora de energia com o Estado. A companhia não teria repassado aos cofres públicos o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado nas contas de luz. Somente este passivo seria de aproximadamente R$ 480 milhões, segundo informações da administração paraense.

Além da negociação de dívidas, problemas operacionais também terão de ser superados pela Celpa. A empresa registrava no início do ano perdas de energia superior a 30%, número acima dos parâmetros de perda estabelecidos pela Aneel, de 24%. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.