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Pela primeira vez companhia fabrica um de seus produtos mais importantes no Brasil. Centro de pesquisa deve ser inaugurado em breve

A americana Cisco fará hoje a primeira entrega de roteadores fabricados no Brasil. “Nunca tínhamos feito aqui nenhum de nossos produtos principais”, afirmou, ao BRASIL ECONÔMICO, Robert Lloyd, vice-presidente de global de Operações da Cisco. “Mas este é um dos mercados com mais oportunidades para nós, com alta acima dos 20% nos últimos anos e tendência de continuar crescendo rapidamente.”

O plano de trazer para o Brasil um de seus principais produtos está relacionado ao investimento de R$ 1 bilhão na subsidiária local, anunciado pela companhia em abril. O valor deve ser aplicado ao longo dos próximos quatro anos. “Teremos uma série de oportunidades no país no curto e no médio prazos, principalmente por conta da Copa do Mundo e das Olimpíadas”, diz Rodrigo Abreu, presidente da Cisco no Brasil. “Nossos produtos não estão ligados necessariamente à realização dos eventos, mas podem contribuir muito para o legado, em áreas como educação e segurança pública.”

Com a fabricação local dos roteadores para o mercado corporativo, a companhia pretende atender de maneira mais rápida e eficiente aos clientes desses produtos, voltados principalmente a empresas de médio porte. A produção ficará a cargo de um parceiro localizado em São Paulo. Além dos roteadores, a Cisco já produz componentes para conversores de TV a cabo, em Manaus, desde 2011.

No primeiro momento, todos os produtos fabricados pela Cisco no Brasil serão destinados ao mercado local. “Temos o objetivo de exportar no futuro, mas por enquanto temos que manter o foco por aqui”, afirma John Kern, vice-presidente global de Suprimentos da empresa. No curto prazo, a Cisco pretende acrescentar novos itens ao portfólio feito no Brasil. “O próximo passo será a produção de switches, que também estão entre nossos principais produtos globalmente”, diz Kern.

Inovação

Além da produção local, o plano bilionário da Cisco para o Brasil envolve dois outros aspectos principais. Um deles é a construção de um centro de inovação, localizado no Rio de Janeiro, que deve ser inaugurado entre o fim deste ano e início de 2013. “Acreditamos que o Brasil é um dos países que reúne condições para ser um dos mais inovadores de todo o mundo”, diz Lloyd. No centro de inovação, a Cisco trabalhará em parceria com empresas locais, como desenvolvedores de softwares, por exemplo, para criar e adaptar soluções para o mercado brasileiro.

O outro ponto do plano de investimento da Cisco no país é o financiamento de pequenas empresas de tecnologia da informação e comunicação, através de fundos de venture capital. “As empresas que receberão esses recursos serão nossos parceiros locais, mas terão potencial para se tornarem companhias globais”, afirma Lloyde.

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