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Intenção de aquisição de fatia do Medgrupo em hospitais em Brasília acarreta em concentração no mercado de saúde, segundo relator do processo, conselheiro Ricardo Ruiz

Agência Estado

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) firmou um Acordo para a Preservação da Reversibilidade da Operação (Apro) com a Rede D'Or sobre a aquisição de participações da Medgrupo em hospitais em Brasília. Na prática, a medida "congela" a operação. A Rede D'Or, que já controlava o Hospital Santa Luzia e o Hospital do Coração na capital federal, notificou em junho a intenção de aquisição da parte do Medgrupo no Hospital Santa Lúcia.

Por conta dessa operação, também seriam adquiridas participações nos hospitais Santa Helena, Prontonorte, Maria Auxiliadora, Renascer, além dos centros radiológicos de Brasília e do Gama - todos no Distrito Federal. Segundo o relator do processo, conselheiro Ricardo Ruiz, a operação acarreta concentrações substanciais no mercado de hospitais no DF e, por isso, o Apro tem como objetivo preservar o ambiente concorrencial.

"A operação tem potencial para gerar uma concentração de praticamente 80% do mercado relevante, ou 91% se consideramos os ativos da Amil", afirmou Ruiz. Na terça-feira (25) à noite, a Amil divulgou fato relevante informando que deixou sua participação no capital da Medise, da qual faz parte a Rede D'Or.

Pelo acordo, a Rede D'Or não poderá tomar nenhuma medida que consolide a aquisição de participação nesse conjunto de unidades hospitalares até a análise final do caso pelo órgão antitruste, sob pena de ser multada. Em um processo similar, julgado no dia 29 de agosto, o Cade reprovou a compra da Casa de Saúde Santa Lúcia, no Rio de Janeiro, pelo Grupo Amil.

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