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Assim como a alemã, Iveco aposta nos países do Bric para compensar crise europeia

A situação econômica da Europa está tirando o foco do 64º Salão de Veículos Comerciais — que deveria concentrar as atenções na adoção das novas tecnologias de emissões que entram em vigor na Europa em 2014.

As principais montadoras do continente mostraram, em seus estantes, os chamados motores Euro VI, e veem os BRICs como a “luz no fim do túnel” para sustentar as vendas de veículos comerciais no mundo.

“Queremos aumentar nossa participação no mercado mundial e para isso temos que aumentar nossa presença na China, Brasil, Índia e Rússia e nos países árabes. Nosso objetivo é ser líder em vendas nos próximos anos”, disse o recém-empossado presidente mundial da alemã Man, Anders Nielsen.

Dentro dessa estratégia, a montadora comprou a Force India; na China, a empresa firmou uma joint-venture com a Sinotruk e, no Brasil, o objetivo é manter a liderança de vendas no mercado conquistada há nove anos. Na Rússia, somos o maior importador de caminhões. São mercados que podem compensar a queda de até 5% das vendas na Europa este ano, disse o executivo, acreditando que o mercado europeu deverá se recuperar em 2013, com a antecipação de compras de veículos Euro V (a tecnologia de emissão atual), movimento igual ao ocorrido no Brasil este ano, com a mudança da nova legislação de emissão de poluentes na atmosfera.

Outro que acredita na recuperação da Europa somente em 2013 é o vice-presidente de caminhões pesados da Iveco, Alessandro Mortalli. Segundo ele, no ano que vem as vendas serão melhores na Europa, mas os mercados emergentes ainda seguirão como grandes impulsionadores mundiais.

“São países em que há muito por fazer em relação à infraestrutura e isso puxa a venda de caminhões. Em 2020, o mercado mundial de veículos pesados deverá ser de 250 mil unidades, grande parte dessa venda em mercados emergentes”, disse o executivo, acrescentando que a Iveco hoje está presente em todos os países do BRIC, com destaque para o Brasil, onde atua desde 2001 e detém 8,9% do mercado.

“Lá a perspectiva é positiva, apesar da queda de mercado. Devemos fechar com ganho de um ponto percentual em nossa participação”, disse. E é muito, cada ponto percentual representa cerca de 1,5 mil caminhões a mais. A estimativa é que as vendas totais de caminhões no país cheguem a 150 mil. No ano passado, a Iveco vendeu cerca de 17 mil unidades.

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