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Espanhola Gás Natural Fenosa avalia aquisições e expansão de malha para atender residências e aumentar participação na indústria

A empresa Gás Natural Fenosa, que tem no Brasil as empresas CEG, CEG Rio e Gás Natural São Paulo está de olho no potencial de crescimento de clientes consumidores de gás encanado residencial no país. Segundo o presidente das três empresas distribuidoras de gás no país, Bruno Armbrust, dois milhões de residências possuem gás encanado no Brasil e a maior parte delas se concentra no eixo Rio-São Paulo. Armbrust tem como meta chegar à média dos países desenvolvidos, onde 50% das residências são equipadas com gás encanado

“No Brasil, a média nacional é de apenas 3% de residências com gás encanado. O Rio tem a maior concentração deste total, com 25%, seguida de São Paulo, onde somente 8% das casas têm gás encanado”, comentou o executivo.

A Companhia de Gás do Amazonas (Cigás) é uma das empresas distribuidoras que estão na mira da Gás Natural Fenosa, que espera apenas que o processo de licitação seja anunciado. Expandir a malha distribuidora de gás faz parte do processo de crescimento que a companhia projeta para alcançar cada vez mais clientes residenciais e industriais.

“Para crescer, o foco são outras distribuidoras e futuramente outro negócios que são as térmicas a gás. No caso dos clientes residenciais, a meta é chegarmos a 50% das residências com gás canalizado. Mas temos também foco em pólos de crescimento, como o Poço do Açú, em São João da Barra, pertencente ao grupo EBX, a região do Vale do Paraíba, as cidades de Itaboraí e Macaé e a região metropolitana do Rio”, disse Armbrust, acrescentando que a empresa tem constantes reuniões com a secretaria de Desenvolvimento do Estado do Rio, para discussão das malhas de expansão. No caso da EBX, as negociações com a LLX, braço de logística do grupo de Eike Batista, já estão em andamento. Mas ainda não há nada definido.

Ele adiantou, ainda, que a Gás Natural Fenosa entregou à Empresa de Pesquisa Energética (EPE) o projeto de um gasoduto em parceria com a Gasmig, de Minas Gerais, ligando os dois estados, a partir de Cabuínas, cidade próxima a Macaé, seguindo pelo noroeste do estado do Rio e chegando a Ipatinga.

“Seria um gasoduto de transporte e a EPR faria a licitação para encontrar um operador. Isso estimularia as regiões Norte e Nordeste do Rio e também Minas Gerais. Mas ainda é um projeto que precisa ser avaliado pela EPE”, assinalou o executivo.

Os investimentos da empresa no Brasil em 2012 deverão fechar em R$ 184 milhões, volume 26% superior ao registrado no ano passado. A partir de 2013, a empresa, de origem espanhola, inicia o planejamento para os próximos cinco anos de atividades, que vão determinar novos investimentos.

Para investir mais, também entrará na conta do planejamento da Gás Natural Fenosa, a redução na tarifa de fornecimento de gás para co-geração de energia. A partir do pacote recentemente anunciado pelo governo de redução do preço da energia, a empresa terá que fazer cálculos para ver qual será a tarifa mais atraente para a indústria.

Presente em 23 países, a Gás Natural Fenosa tem 40% de seus resultados fora da Espanha, o que, diz Armbrust, deixa a companhia em situação mais confortável no que diz respeito a atual crise europeia. A América Latina detém 30% deste total de resultados “estrangeiros”, sendo Brasil responde por 7%. A empresa tem um faturamento médio de ¤ 5 bilhões por ano e a participação fora da Espanha deverá aumentar. No Brasil, o faturamento da companhia foi de R$ 3,8 bilhões, com a venda de 4,9 milhões de metros cúbicos de gás. “Brasil e México são os mercados mais interessantes”, afirma Armbrust.

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