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Investimento em rede de hotéis de Guilherme Paulus será feito até 2014

Aos 63 anos, Guilherme Paulus,fundador da CVC, está empolgado com a possibilidade de uma empresa que leva seu nome ganhar força. Ele acaba de traçar o plano de expansão de sua GJP Hotéis & Resorts que, apesar de ter sido fundada em 2005, só agora, com investimento de mais de R$ 1 bilhão previsto até 2014, vai ganhar cara de rede hoteleira. “A empresa tem as iniciais do meu nome. O ‘J’, quer dizer Jesus, por causa de uma promessa que minha mãe fez no meu nascimento”, explica, todo orgulhoso.

A empolgação do empresário está relacionada à história da CVC, criada em 1972 . Paulus foi o responsável por ter transformado a empresa de R$ 3 bilhões em vendas na maior operadora de turismo da América Latina. Mas carrega por décadas as iniciais de seu ex-sócio no nome da companhia. Carlos Vicente Cerchiari na época era deputado estadual e saiu do negócio após apenas quatro anos de parceria. Em 2010, Paulus vendeu 63,6% da CVC ao fundo americano Carlyle. Como acionista minoritário, o empresário ocupa a presidência do conselho da companhia e está sentindo vontade de uma nova empresa forte para chamar de sua.

É assim que a GJP começa ganhar forma. O grupo tem 14 hotéis em operação, mas ainda não é caracterizado como rede, já que cada empreendimento possui um nome diferente. Agora serão três bandeiras. A Wish, para hotéis cinco estrelas, terá foco de negócios e lazer, assim como a Prodigy, de padrão quatro estrelas.

Para segmento econômico, o empresário criou o Linx. Em 12 meses, todos os hotéis em funcionamento devem ser convertidos. Cerca de R$ 500 milhões serão investidos na inauguração de quatro hotéis nas cidades de Salvador, Rio de Janeiro, Aracaju e Maceió, os quais já estão em construção e são 100% de propriedade da GJP. Também está prevista a reforma e ampliação dos outros hotéis da rede.

Além disso, a rede, que está presente em sete capitais brasileiras, quer terminar de mapear o país com a inauguração, até 2014, de dez hotéis econômicos, que devem consumir R$ 150 milhões. Para este prazo também estão previstos 12 empreendimentos quatro estrelas, os quais exigirão desembolso de pelo menos R$ 500 milhões.

“Mas para esta segunda fase ainda precisamos encontrar investidores”, afirma Paulus. Além das três novas bandeiras, o empresário também estuda abrir novos hotéis Saint Andrews, bandeira que já está em operação em Gramado (RS). O hotel, considerado de altíssimo luxo, é totalmente personalizado. Nele, o hóspede conta com mordomo e motorista à disponização. Cada uma das 11 suítes que compõem o empreedimento, com arquitetura inspirada em castelos escoceses, possui decoração própria para que o hóspede realmente sinta-se em casa. “Estamos testando este formato. Já visitamos outras residências no Brasil onde um empreendimento deste poderia ser instalado”, diz Paulus, sem dar mais detalhes sobre as próximas inaugurações do formato.

O empresário admite que a escolha de todos estes nomes em inglês para os hotéis tem o objetivo de uma futura expansão internacional. No entanto, ele afirma querer reforçar sua presença no Brasil para, só então, ganhar outros países. No ano passado, a GJP faturou R$ 100 milhões e deve fechar 2012 com alta de 17%.

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