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Banco de fomento prevê liberar R$ 8 bilhões para o setor de petróleo e gás neste ano, um salto sobre os R$ 3,266 bilhões do ano passado

Agência Estado

Para o superintendente da Área de Insumos Básicos (AIB) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Rodrigo Barcellar, o desenvolvimento da exploração de petróleo na camada pré-sal e as regras de conteúdo nacional mudarão o perfil dos projetos financiados pelo banco de fomento, que passará a emprestar mais para estaleiros e para embarcações, plataformas e sondas.

O BNDES prevê liberar R$ 8 bilhões para o setor de petróleo e gás neste ano, um salto sobre os R$ 3,266 do ano passado. Até agosto, foram R$ 4,522 bilhões, segundo dados apresentados por Barcellar nesta segunda-feira (17) em painel na Rio Oil & Gas, evento de negócios do setor.

"De fato, o grande volume de investimentos que se vislumbra é no off-shore. São sondas, unidades de produção e embarcações de apoio e petroleiros", afirmou Barcellar após a apresentação, citando a política de exigência de conteúdo local e a própria política de contratações da Petrobras como indutores dessa mudança de perfil.

Os projetos de embarcações já começaram a entrar na carteira do BNDES. Sondas ficarão mais para a frente, quando os equipamentos começarem a ser entregues. "O banco vem analisando e pretende apoiar esse plano de construção de sondas", disse Barcellar, destacando que as primeiras entregas de sondas encomendadas no País ocorrerão no segundo semestre de 2015. "Estamos ainda na fase de enquadramento das operações", completou.

Diante de atrasos nos estaleiros, os contratos terão que ser adaptados, para lidar com o que Barcellar chamou de "curva de aprendizado" dos estaleiros nacionais após a retomada da indústria naval nacional, com aumento do valor agregado.

"Se houver atrasos, é claro que é problema e a gente tem esse fundo garantidor que pode cobrir eventuais atrasos", disse Barcellar, referindo-se ao Fundo Garantidor da Construção Naval. "Mas estamos vendo lá no banco, na estruturação da operação, dar prazos de carência dilatados, justamente para prever eventuais atrasos", completou o executivo do BNDES.