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Fabricante de máquinas de movimentação de pessoas em obras planeja abrir centros de manutenção e fábrica

Completando 10 anos de Brasil, a fabricante francesa de plataformas de elevação Haulotte pretende consolidar seu pós-venda. A empresa, que detém 25% das vendas desses equipamentos no Brasil, planeja abrir 50 centros de manutenção e serviços no país até 2014. Para isso, a companhia está prospectando empresas que possam realizar esse trabalho pelos quatro cantos do país.

“Fazemos todo o treinamento das pessoas para a manutenção correta de nossas máquinas. Hoje, não temos uma estrutura capaz de atender com rapidez ao mercado nos próximos dois anos”, disse o presidente da companhia para a América Latina, Carlos Hernandéz.

Hoje, a companhia detém seis unidades de manutenção e serviços e deverá fechar o ano com mais quatro centros no país. “Oitenta por cento de nossas vendas são realizadas para empresas de locação de equipamentos. Por isso, essas máquinas não podem ficar paradas por qualquer problema, é dinheiro que se perde. Queremos otimizar esses serviços já que atualmente todos os reparos realizados no país são feitos no local mas com deslocamento de profissionais de São Paulo”, explicou o executivo.

O Brasil, aliás, é a grande aposta da Haulotte. O país tem um mercado maior que o da China e isso faz com que os executivos já pensem em abrir uma fábrica por aqui. “É um estudo. Mas a unidade brasileira iria abastecer toda a América Latina”, disse Hernandéz.

Seria a primeira fábrica desse tipo de equipamento no Brasil. Hoje, toda a frota circulante do Brasil, cerca de 12 mil máquinas, é importada principalmente da Europa e Estados Unidos. Segundo Hernandéz, a produção local somente se fará realidade quando o mercado da região atingir cerca de 20 mil equipamentos na América Latina.

“Dos 60 modelos que temos em nosso portfólio, a ideia é fabricar por aqui de um a dois tipos de equipamentos. Lógico, aqueles com maior demanda no mercado”, acrescentou.

Em vendas, o Brasil está entre os cinco maiores para a Haulotte, ficando atrás apenas de países como a França e os Estados Unidos, onde o mercado desses equipamentos gira em torno de 250 mil máquinas.

Este ano, de acordo com estimativas da Haulotte, deverão ser comercializadas cerca de 5 mil máquinas no país. Dessa forma, o parque brasileiro fechará 2012 com 17 mil máquinas - uma frota equivalente a de países como a Itália, onde os procedimentos de segurança dos profissionais de construção são bastante rígidos.

“Com todas as obras de infraestrutura e a mudança de cultura no país, em que o quesito segurança do profissional é um fator importante, a substituição de antigos andaimes nas obras por equipamentos com grande tecnologia está cada vez mais constante”. As empresas brasileiras, dessa forma, estão optando por máquinas mais sofisticadas o que vai mudar um pouco a cara do mercado no país. “São equipamentos mais seguros e com qualidade superior. O Brasil está se aproximando da Europa dessa forma. Está cada vez mais maduro”, disse.

Todo esse potencial e representatividade do Brasil nos últimos anos fizeram com que em 2011 a Haulotte investisse em sua subsidiária local. “Com esse importante passo, a empresa se fortaleceu e atingiu, no ano passado, aproximadamente 20% de participação de mercado, aumentando seu faturamento de forma significativa”, disse o diretor de de marketing da América Latina.Luca Riga. No ano passado, a companhia francesa faturou ¤ 27 milhões no Brasil, o dobro da receita apurada em 2010, quando suas vendas somaram ¤ 13 milhões. No mundo, o crescimento no faturamento foi de 23%, passando de ¤ 250 milhões para ¤ 307 milhões.

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