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De gadgets modernos e exclusivos a antigas agendas de papel, conheça o que é indispensável para eles

Bichuetti, da ACSC, e sua agenda The Economist
Murillo Constantino
Bichuetti, da ACSC, e sua agenda The Economist

Erros e acertos, opiniões e frases controversas de executivos e empresários de sucesso que recheiam as páginas de jornais e revistas, telas de TV e sites de notícias são apenas o lado mais conhecido dessas personalidades. Mas são detalhes, simples ou curiosos, das suas vidas pessoais que revelam de fato quem são essas pessoas poderosas.

O relacionamento de mais de 40 anos de José Luiz Bichuetti e sua agenda de bolso modelo "wallet diary", da The Economist, por exemplo, sugere quanto o executivo é fiel quando gosta e se da bem com algo. Engenheiro eletrônico graduado pelo ITA, com MBA pela University of Hartford e diploma do mais importante programa de formação de líderes do mundo, o Owners/Presidents Management da Harvard Business School, Bichuetti é, desde março último, superintendente da Associação Congregação de Santa Catarina (ACSC). O executivo de 67 anos, casado e com três filhos, nascido em Buritizal (SP), tem uma longa e bem-sucedida carreira com passagens por empresas de diversos setores, no Brasil e exterior.

Além da família, do conhecimento acumulado e experiência, a "wallet diary" (agenda no de papel vendida com exclusividade no site da prestigiada revista britânica de economia e negócios) tem sido fiel escudeira de grande serventia nas últimas quatro décadas. Obviamente, não é a mesma agenda — Bichuetti compra uma nova todos os anos desde 1972. “Hoje em dia, quando estou em Londres, compro online e mando entregar”, conta. Na verdade, a The Economist tem agendas de diversos formatos e a "wallet" (que significa "carteira", em inglês) é das menorzinhas, à qual Bichuetti melhor se adaptou e nunca mais abandonou.

“Não saio de casa sem ela”, diz o executivo. "É muito útil para quando estou ao telefone e em trânsito, por exemplo. Nessas ocasiões, como eu poderia usar a agenda eletrônica do celular ou mesmo do notebook? Impossível. Anotar no papel é bem mais simples", diz.

Bichuetti já perdeu uma delas e, claro, “foi um transtorno”. Segundo ele, sua esposa já recomendou que ele digitalizasse as páginas da semana como backup! “Faz tanto tempo que eu descobri e adotei esse modelo de agenda que não me lembro mais como tudo começou”, revela. Na época, ele era trainee da consultoria Booz Alen: “Não sei se ganhei da firma ou se vi com algum colega, gostei e comprei a minha”. Custa de US$ 89 a US$ 96 (com monograma dourado gravado na capa) no site da The Economist.

O caso do sócio diretor do Warburg Pincus no Brasil, Alain Belda — que foi presidente da Alcoa no país por mais de 40 anos — é diferente. Apesar dos seus 69 anos de idade, confessa que é aficionado por gadgets. Ou seja, idade diz muito pouco quanto a preferências, hábitos e usos. “Ando sempre com meu iPad, iPhone e uma versão exclusiva, edição limitada, do blackberry”, revela, exibindo seu exemplar deste último, que de fato tem aparência bem diferente dos indefectíveis pretinhos básicos, hoje preferidos no mundo corporativo: é todo branco. Mas além dos games de última geração e dos aparelhos, o gadget da vez para Belda é seu wifi de bolso. Conhecido como MiFi (que significa “meu” wifi, apesar do Mi escrito com i e não com y), o aparelho é nada mais do que um modem 3G (ou 4G) associado a um minirroteador portátil, recarregável, para conexão sem fio à internet (o original, criado em 2009 pela Novatel, permite conectar até cinco dispositivos). No Brasil, custa em torno de R$ 150.

Fernando Pimentel, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, não desgruda de uma bateria sobressalente para o iPhone. Embora existam “cases” (capinhas) com bateria acoplada (que funciona como substituta quando a do aparelho descarrega), elas acabam deixando o telefone pesado e interferindo no design. Por isso, há quem prefira as avulsas — é só carregar numa fonte de energia elétrica e depois plugar no telefone quando necessário. Há várias marcas a disposição, no próprio site da Apple, por preços a partir de US$ 39,95.

Carlos Takaha-shi, presidente da BB DTVM, não se prende a nenhum objeto; prefere ensinamentos. O executivo conta que carrega pedaços de papel escrito sobre coisas que viveu e frases que leu ou ouviu. Uma em especial marca muito a sua vida e, segundo ele, é sua preferida. Ele perdeu seu pai jovem, com 15 anos, e até hoje leva no bolso um pedaço de papel com a frase preferida dele: “Respeito com qualquer pessoa acima de tudo.” (Colaboraram Priscila Dadona e Simone Cavalcanti)

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