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Operação envolve 100 mil hectares de áreas próprias no Rio Grande do Sul e 39 mil hectares de eucaliptos plantados nessas áreas próprias e arrendadas de terceiros

Reuters

A produtora de celulose Fibria anunciou nesta segunda-feira que aceitou proposta de R$615 milhões para venda de ativos florestais e terras no Rio Grande do Sul reunidos sob o Projeto Losango.

A oferta foi feita pela Celulose Riograndense, parte do grupo chileno CMPC. A operação envolve cerca de 100 mil hectares de áreas próprias no Estado e aproximadamente 39 mil hectares de eucaliptos plantados nessas áreas próprias e em áreas arrendadas de terceiros.

O pagamento será feito em três parcelas, das quais 488 milhões de reais serão pagos quando da aprovação da operação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Uma parcela de R$122 milhões "deverá ser liberada após as demais aprovações governamentais aplicáveis e outras condições precedentes", informou a Fibria em comunicado ao mercado.

Em maio, a Fibria havia informado que esperava vender o Projeto Losango até o final deste ano. O projeto havia sido concebido para abastecer uma fábrica da antiga VCP, que junto com a Aracruz deu origem à Fibria .

No Brasil, a CMPC atua por meio da Melhoramentos Papéis, que possui duas fábricas de papel tissue (papéis para fins sanitários) e plantações em Guaíba (RS), comprada da Aracruz em 2009.