Tamanho do texto

De acordo com o estudo da Ernst & Young, o País se destaca em tecnologia, com pontuação de 87% para inovação e 72% para exportações de alta tecnologia

Agência Estado

Apesar de ser a maior economia da América Latina, o Brasil ficou na 34ª posição (de 148) no ranking do estudo M&A Maturity Index 2012, realizado pela Ernst & Young, que mede a maturidade dos países para fusões e aquisições. Em relação a 2011, o País subiu duas posições, mas ainda está de longe de outras nações dos BRICs como China, que está na 9ª colocação, e Rússia, que ocupa o 28º lugar da lista.

Apesar de contar com um cenário aparentemente favorável, o Brasil tem como ponto negativo o ambiente regulatório opressivo, segundo a pesquisa, "que poderia limitar as perspectivas no longo prazo". O Brasil tem a baixa pontuação de 3% (numa escala de 0 a 100, ) para a capacidade de completar transações e operações sem obstáculos, e apresenta apenas 24% na execução de contratos, com resultados medianos para registro de propriedade.

"O ambiente regulatório é o principal fator para que o País não esteja mais bem colocado no ranking. Se tivesse pontuado bem nesse quesito, poderíamos estar 15 posições à frente", afirmou, em nota, o diretor de fusões e aquisições da Ernst & Young Terco, Viktor Andrade. De acordo com o estudo, o Brasil se destaca em tecnologia, com pontuação de 87% para inovação e 72% para exportações de alta tecnologia.

Já a pontuação para uso da Internet é de apenas 63%, com destaque para níveis mais baixos de conhecimentos de informática entre a população. "O potencial brasileiro também é destacado por meio de seus recursos naturais, por fazer parte dos BRICs e por ser hoje um destino-chave para os investidores internacionais", complementou Andrade.

"Além disso, foi essencial a forma pela qual o Brasil passou pela crise econômica de 2008. Manter na última década um crescimento de 3% ao ano contribuiu para mostrar que o País tem força para estimular ainda mais o desenvolvimento, por meio de investimentos na área de infraestrutura e de educação", concluiu o executivo.

Entre os itens observados na pesquisa está a habilidade para atrair fusões e aquisições no mercado doméstico e externo. E o ranking se baseia na análise das regulamentações, política, economia, além da capacidade tecnológica, socioeconômicas e ativos dos países. Estados Unidos, Cingapura e Reino Unido são, nesta ordem, os mercados mais atraentes do mundo para fusões e aquisições, segundo o estudo. (Gabriela Forlin - gabriela.forlin@estadao.com)