Tamanho do texto

Com apenas um toque no smartphone é possível regular o ar condicionado, ligar a banheira e criar cenários com a iluminação

Antes de chegar em casa, Natan Rijhsinghani aciona as luzes da fachada a partir do seu smartphone ou tablet. Para ele, isso traz segurança. “Controlo a temperatura do ar condicionado, abertura e fechamento de persianas e cortinas de acordo com a iluminação natural e crio cenários de iluminação com apenas um toque em um aparelho eletrônico”, diz o empresário do ramo de áudio e vídeo.

A residência de Rijhsinghani, localizada na cidade de Itaúna, Minas Gerais, é automatizada. Os benefícios são tantos que ele resolveu instalar os mesmos equipamentos em seu apartamento de Belo Horizonte, também em Minas, porém estes com sistema wireless, ou seja, sem fio. “Esse sistema não estava disponível quando automatizei a casa de Itaúna, há cinco anos. Por isso a instalação foi mais fácil”, lembra.

A paixão por tecnologia foi o que levou o empresário paulista Rogério Martins Pereira a contratar o serviço de automação para sua residência. Pereira controla pelo celular a luz das três suítes, da sala de quatro ambientes, da cozinha e do hall de passagem. Além disso, liga a televisão, o home theater e controla a temperatura do ar condicionado com um único toque. “Sou fissurado por tecnologia e pelo mercado de luxo. Gosto da facilidade de não ter de ir de ambiente em ambiente para ligar ou desligar luzes. Valeu o investimento”, afirma.

Muitos executivos têm se interessado pela automação residencial, principalmente devido ao conforto, segurança, acessibilidade e sustentabilidade que gera. “O fato de inúmeros aparelhos poderem ser ligados ao toque de um botão, mesmo que à distância, gera conforto e economia de energia elétrica”, afirma José Roberto Muratori, diretor executivo da Associação Brasileira de Automação Residencial (Aureside).

A automação também pode ser utilizada para criar cenários de iluminação. Rodrigo Fichman, sócio da Nextthouse, conta que um de seus clientes queria luzes para criar um clima romântico e atrair garotas. “Ao chegar em casa com uma garota, acionava o sistema para acender todas as luzes, tocar música romântica e, a cada minuto, a luz diminuía a intensidade até ficar no escuro”.

Mas todo esse conforto tem um preço, que varia de 1% a 3% do valor da residência. “Há cinco anos, o custo de automatizar uma residência era 50% maior. Hoje, graças ao aumento da demanda e crescimento do número de fabricantes, o valor caiu drasticamente”, diz Muratori.

Um dos itens mais caros da automação residencial é a banheira, que, via wireless, aquece a água e controla as bombas de hidromassagem. O preço varia de R$ 5 mil a R$ 20 mil, dependendo do equipamento. Também é possível adaptar a banheira já instalada para oferecer conforto ao usuário. “Automação começa e não tem fim. E o céu e a carteira são os limites”, avisa Fichman.

A principal demanda é por equipamentos que controlam a iluminação de diversos ambientes, aumentando ou reduzindo a luminosidade de acordo com a ocasião. Em segundo lugar vem itens de segurança, como câmeras de televisão controladas pelo computador e detectores de vazamento de água e gás.

Além da possibilidade de acionar os equipamentos por meio de smartphones e tablets, também já está disponível o acesso via smart TV. “Esse é o meio mais moderno de interação. É possível dispensar outros aparelhos eletrônicos e controlar a casa pela televisão”, informa Peixoto, da Neocontrol.

Para quem se interessa pela automação residencial, mas não sabe por onde começar, o presidente da Aureside sugere procurar um integrador de sistemas. “São como arquitetos que atuam na área tecnológica.”

O fato de carregar a vida pessoal e profissional em smartphones e tablets faz do público jovem o principal consumidor da automação residencial. Esse segmento já está extremamente acostumado à tecnologia, lembra Günter Albrecht, diretor da Ideal Home, empresa especializada nesses projetos. “Eles são os que mais veem valor no fato de poderem controlar sua residência à distância”. “Executivos que passam muito tempo fora de casa também são adeptos da automatização”,diz.

Leia mais notícias de economia, política e negócios no jornal Brasil Econômico