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Companhia espera triplicar receita no Brasil não só pelo potencial em petróleo e gás, mas em função das operações de clientes que desembarcam por aqui atentos às oportunidades de negócios em energia

De olho no aumento da produção de petróleo no Brasil, a DHL vai investir pesado no país. A companhia espera ganhar licitações na gestão logística de base de apoio para plataformas até 2017. Segundo o diretor industrial de Projetos Oil & Energy da DHL, Thiago Aracema, em 2013 haverá investimentos no segmento.

“O Brasil é o foco, não só pelo potencial que tem o mercado mas também em função da operação de nossos clientes que veem o país como oportunidade de mercado”, disse o executivo, sem mencionar quanto a DHL vai desembolsar por aqui no próximo ano.

Essa área de energia e petróleo é relativamente nova na DHL e, no Brasil, está há seis anos. Por aqui, a companhia faz toda a movimentação de cargas de projeto, desde a retirada dos equipamentos nas fábricas até o destino final. No ano passado, a área foi responsável por ¤ 1,2 bilhão do faturamento total de ¤ 53 bilhões.

A meta no Brasil é ampliar os negócios em 30%, somente este ano. “Até 2015, temos projeções mais audaciosas. Queremos triplicar o faturamento da operação brasileira. Hoje, o país está entre os 10 maiores dentro da DHL, atingindo essa meta, ficaremos entre os cinco maiores”, afirmou Aracema.

O executivo disse, no entanto, que para atingir essa estimativa é necessário que a DHL tenha uma atuação mais focada no setor de óleo e gás. Hoje, no país, a empresa está muito ligada a projetos de energia, como a gestão logística de equipamentos para fazendas de energia eólica no Nordeste e a movimentação de turbinas para a usina hidrelétrica de Teles Pires.

“Projetos no setor de petróleo e gás serão responsáveis pela maior parte do crescimento da operação no Brasil. Por isso teremos que ter uma atuação mais forte por meio de aquisições, parcerias ou por investimento próprio no país”, disse Aracema.

Segundo estimativas da Petrobras, a produção de petróleo será duplicada até 2020. A meta é chegar a 5 milhões de barris por dia nos próximos oito anos.

“Nossa estimativa é que a Petrobras vai duplicar o número de bases de apoio à plataformas nesse período. Dessa forma, temos que estar preparados para atender essa nova demanda de serviços logísticos”, afirmou.

Um dos alvos da DHL é a base em Santos que a Petrobras já anunciou que vai abrir para atender a projetos de exploração no pré-sal na região. O Plansal (Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado do Polo Pré-sal da Bacia de Santos), da Petrobras, prevê investimento de US$ 73 bilhões até 2015, dos quais 74% serão aplicados diretamente pela estatal.

“Mais de 85% das operações de exploração da Petrobras são realizadas em alto mar, por isso temos que ter uma base de apoio e de suprimentos robusta. Esse projeto de Santos prevê isso. A estatal já reservou uma área na margem direta do Porto de Santos, na cidade de Guarujá. Vamos participar dessa licitação para operação dessa base”, ressaltou Aracema, acrescentado que a expectativa do mercado é que os editais sejam publicados até 2017.

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