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Com J.P. Morgan e o fundo alemão Rocket Internet, varejista de moda busca mais investidores

Os fundadores da Dafiti já têm sócios de peso como o fundo alemão Rocket Internet e o J.P. Morgan, que acabou de colocar R$ 90 milhões na varejista online de roupas, sapatos e acessórios. Mas eles querem mais. “O objetivo é atrair mais investidores. Estamos sempre envolvidos em conversas deste tipo”, afirma o empresário Malte Horeyseck. Ele e os outros três fundadores da empresa correm atrás de mais interessados em colocar dinheiro na companhia enquanto definem como aplicarão os recursos do banco americano.

Uma parte será em logística. A empresa possui dois centros de distribuição no interior de São Paulo, sendo um em Jundiaí e outro em Itupeva, e prepara-se para inaugurar até fevereiro do ano que vem mais um depósito, de 38 mil metros quadrados, na mesma região. Os investimento são necessários para reforçar agilidade de entrega da empresa que, na grande São Paulo, é de um dia para o outro. O prazo é considerado ideal para a empresa e o objetivo é conseguir esta eficiência em outras cidades do país.

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“O brasileiro não gosta de receber no mesmo dia o produto comprado pela internet. Muitas vezes ele tem de avisar a empregada ou o porteiro e nem sempre dá tempo de fazer isso em um período de poucas horas”, afirma Thibaud Lecuyer, outro fundador da empresa. Para ter mais controle sobre as entregas, a companhia está tentando sair das mãos das transportadoras comuns. Atualmente, 12 destas empresas prestam serviços à varejista. Mas em São Paulo a conversa é outra. Os sócios da Dafiti procuraram um investidor interessado em comprar caminhões e usá-los exclusivamente para transportar seus produtos. A varejista forneceu ao banco que financiou a frota garantias de que seu parceiro honraria a dívida.

“É um investidor sem experiência em transporte. Preferimos assim porque queremos fazer tudo do nosso jeito”, afirma Lecuyer. No Rio de Janeiro e em Minas Gerais, eles também conseguiram encontrar interessados neste tipo de parceria. “Estamos na fase de testes”, afirma Horeyseck. Os funcionários que trabalham nestes parceiros são contratados da Dafiti. E o sonho dos fundadores é que este serviço se torne altamente personalizado. “Queremos que o entregador chegue na casa do cliente e o chame pelo nome”, diz Lecuyer.

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A varejista também quer aproveitar o dinheiro desembolsado pelo J.P. Morgan para melhorar seus softwares de serviço de atendimento ao consumidor.

Quando iniciou sua operação, em janeiro de 2011, a varejista comercializava apenas calçados. Aos poucos novas categorias entraram no portfólio. Hoje são mais de 72 mil itens, de 550 marcas diferentes. As categorias vão de roupas, bolsas acessórios, passando por produtos de beleza, além de cama, mesa e banho e decoração. A empresa não revela o faturamento, mas especula-se que em 2012 as vendas devam somar cerca de R$ 1 bilhão. Além do mercado brasileiro, a empresa está presente da Argentina, Colômbia, Chile e México.

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