Tamanho do texto

Avianca-Taca, que é uma empresa independente, anuncia amanhã o ingresso na aliança, movimento que deve resultar na saída da TAM

Efromovich, da Avianca:
Getty Images
Efromovich, da Avianca: "infraestrutura de tecnologia demoraria um ano para ficar pronta"

A possível entrada da Avianca Brasil na Star Alliance é um movimento lógico, mas não poderia acontecer imediatamente, afirma o controlador e presidente da empresa. "[ Essa entrada ] faz todo o sentido do mundo, mas a infraestrutura tecnológica não estaria pronta e isso demoria pelo menos um ano", diz José Efromovich.

Amanhã, a Avianca-Taca, empresa independente da operação brasileira, mas controlada pelo grupo brasileiro Sinergy, dos irmãos German e José Efromovich (donos da Avianca Brasil),  anuncia sua entrada na Star Alliance .

A decisão da colombiana Avianca-Taca inviabiliza a permanência da TAM na Star Alliance, maior aliança de aéreas do mundo. Isso porque o órgão concorrencial chileno, para aprovar a fusão entre TAM e LAN , determinou que a empresa resultante – a Latam – não poderia participar da mesma aliança que a Avianca-Taca. 

"Em nenhum caso [ a Latam ] poderá pertencer à aliança na qual o grupo Avianca-Taca seja membro associado", diz a decisão do Tribunal de Defesa da Livre Concorrência do Chile, de setembro de 2011.

- Mais: enquanto concorrentes demitem, Avianca anuncia mais aviões e funcionários

A Latam ainda não se decidiu oficialmente sobre qual aliança irá integrar. Analistas acreditam que essa decisão será tomada pelos chilenos da LAN, controladores da Latam. A LAN participa do programa Oneworld. O anúncio deve ser feito nos próximos meses.

A Star Alliance tem 25 membros – entre eles, Lufthansa, TAP e United Airlines –, ante 12 da Oneworld, grupo que inclui Iberia, British Airways e American Airlines. 

A saída da TAM da Star Alliance pode gerar descontentamento nos passageiros acostumados a trocar milhas por passagens em companhias estrangeiras associadas à aliança, alertam especialistas. Para minimizar essa possibilidade, a empresa precisará negociar um período de transição que não cause muitos transtornos para os clientes com milhas acumuladas.

"Um cliente TAM que tem esse tipo de milha e gosta de usar essas companhias vai ter de se acostumar a outra realidade", disse à Agência Estado o advogado Guilherme Amaral, especialista em direito aeroviário e sócio do escritório Aidar SBZ Advogados.


* Com Agencia Estado

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.