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Segundo analista, nos últimos anos os altos preços do café prejudicaram as empresas, pois elas não repassaram totalmente o aumento aos consumidores, diminuindo suas margens

Redes de lojas de café como o Starbucks e o Dunkin' Brands estão apostando no alívio que deve vir da queda dos preços do café arábica no próximo ano, retirando um pouco da pressão sobre as margens de lucros dessas empresas. Os futuros do café negociados na Bolsa de Nova York (ICE Futures U.S.) caíram 15% no último mês, suavizando a inflação que os fornecedores de café enfrentaram nos últimos anos.

"Nos últimos anos, os altos preços do café prejudicaram as empresas, pois elas não repassaram totalmente o aumento aos consumidores, diminuindo suas margens", disse o analista do Investment Technology Group Steve West. "Como os preços estão caindo, elas estão comprando café para o próximo ano, o que significa uma grande ajuda."

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As lojas de café que não possuem franquias e são donas de seus pontos - como Starbucks e o Peet's Coffee & Tea - sentiram um impacto maior dos preços altos, pois os custos são cobrados diretamente da empresa, segundo o analista West. Por outro lado, o Dunkin' Brands, cuja rede é formada quase totalmente por franquias, conseguiu se isolar mais da volatilidade do mercado de commodities.

"No Dunkin' Donuts, nossa maior commodity é o café. Estamos observando o preço do café e de outras commodities cair das altas do ano passado. Esperamos que estabilizem pelo restante do ano e, assim, nossas franquias terão algum alívio", disse um porta-voz do Dunkin. O tamanho da safra brasileira deste ano, que começou a ser colhida, ainda é desconhecido, mas investidores apostam em uma oferta robusta do País.

"Todos sabem que os preços do café estão caindo, mas não saberão quanto até que a gerência dessas empresas divulguem seus guidances", disse West. O diretor financeiro do Starbucks, Troy Alstead, disse que a empresa espera que seus custos com commodities recuem pelo menos US$ 100 milhões no ano fiscal 2013 em relação a este ano. Nos anos fiscais 2011 e 2012, o Starbucks arcou com aumentos de custos de US$ 200 milhões ou mais por ano.

"Está claro que temos um vento a favor a caminho no ano fiscal 2013 (que começa em outubro), pois já fechamos a maioria dos preços para o café", disse Alstead em uma conferência com investidores recentemente. "Acredito em 24 meses ou mais de um ambiente mais favorável para o custo da commodity."

A empresa também começou a comprar parte de seu café para o ano fiscal 2014. Como empresas como o Starbucks precisam comprar o café antecipadamente, seus custos geralmente não se alinham exatamente com o mercado físico, mas os preços de mercado ainda são bons indicadores da direção que tomaram. As informações são da Dow Jones.

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