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Paulo Sérgio Kakinoff, que já integrava o Conselho de Administração da companhia aérea e presidia a Audi do Brasil, é o novo presidente-executivo da Gol; Constantino fica no conselho

Constantino Júnior está à frente da Gol desde o início das operações da companhia, em 2001
AE
Constantino Júnior está à frente da Gol desde o início das operações da companhia, em 2001

O presidente e fundador da Gol Linhas Aéreas, Constantino de Oliveira Júnior, vai deixar o comando da empresa que criou em 2001 para ficar apenas no Conselho de Administração da companhia. Em meio à maior crise de sua curta história, a Gol terá como novo presidente Paulo Sérgio Kakinoff, funcionário de carreira da Volkswagen e que comandava as operações da Audi no Brasil. Kakinoff deve substituir Constantino na presidência-executiva da Gol no final do mês de junho.

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Constantino opta por deixar o comando executivo da empresa no momento em que a Gol enfrenta uma profunda crise. Com prejuízos sucessivos - no ano passado registrou R$ 751 milhões de perdas - a companhia iniciou um processo radical de redução de custos na tentativa de equalizar suas contas. Ao menos 10% dos voos foram suspensos, tripulantes demitidos - 1,2 mil desde o início do ano - e executivos de médio escalão foram desligados da companhia.  A última aposta é na troca de comando.

Paulo Kakinoff terá como principal missão estancar as perdas e fazer a Gol voltar a crescer
Eduardo Lopes
Paulo Kakinoff terá como principal missão estancar as perdas e fazer a Gol voltar a crescer

Criada em 2001 pela família Constantino, tradicional no setor de transporte rodoviário, a Gol nasceu para ser uma companhia de baixo custo e baixas tarifas. Chegou ao mercado em um momento de transformações profundas na aviação civil brasileira, quando três de suas principais companhias, Varig, Vasp e Transbrasil, agonizavam após sucessivos anos de crises. Rapidamente ganhou mercado no vácuo das empresas tradicionais e rapidamente também abandonou a política de preços baixos para criar um quase duopólio do mercado com a TAM.

Conhecido por ser um profundo estudioso dos costumes da classe média brasileira, Kakinoff teve uma ascensão rápida na montadora alemã. Entrou na companhia como estagiário em 1993 e em 2009 assumiu o comando da Audi. Desde 2010 ele integrava o Conselho de Administração da Gol e tinha uma relação pessoal bastante próxima de Constantino.

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