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Apesar do rápido crescimento do mercado de smartphones, nem todos os fabricantes têm se beneficiado da mesma forma do bom momento do mercado

Apesar do rápido crescimento do mercado de smartphones, nem todos os fabricantes têm se beneficiado da mesma forma do bom momento do mercado. Segundo a empresa de pesquisa ABI Research, boa parte dos louros têm ido para Samsung e Apple. As duas companhias foram responsáveis por 55% do volume de smartphones entregues aos varejistas no primeiro trimestre de 2012 e capturaram mais de 90% do lucro resultante das vendas.

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De acordo com a ABI, o mercado de smartphones cresceu 41% na comparação entre os três primeiros meses de 2012, na comparação com o mesmo período do ano passado, para 144,6 milhões de unidades. Em maio, a empresa de pesquisa IDC havia divulgado que os smartphones com Android, sistema operacional do Google, e iOS, sistema operacional da Apple, responderam por 82% das vendas totais da categoria no primeiro trimestre de 2012.

No mesmo intervalo de 2011, esses aparelhos representaram 54,4% das vendas. Segundo a ABI, entre os dez primeiros colocados no ranking de fabricantes, só Sony e Samsung tiveram incremento nas entregas de celulares para venda na comparação do primeiro trimestre de 2012 com o quarto trimestre de 2011. Foram 43 milhões para a Samsung e 7 milhões para a Sony. A Nokia teve uma redução de 40% (11,9 milhões de unidades) e pode, em breve, ser ultrapassada pela Research In Motion (RIM), mesmo com uma queda sequencial de 20% nas entregas de aparelhos BlackBerry (11,1 milhões de unidades).

"Neste momento do ano, a Nokia terá que crescer suas vendas de aparelhos Windows Phone em 5000%, em 2012, só para compensar a queda nas vendas de telefones com o sistema operacional Symbian", escreveu Michael Morgan, analista de aparelhos, aplicações e conteúdo da ABI Research. Na medida em que mercados da América do Norte e da Europa Ocidental ultrapassam a barreira de 50% da população com smartphones, os fabricantes terão que procura mais oportunidades em mercados emergentes, como a China e o Brasil, que oferecem oportunidades de crescimento acima de 80%. (Gustavo Brigatto | Valor)

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