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Companhia diz que já está adaptando produção ao modelo definido pelo governo brasileiro para obter incentivos fiscais

O presidente da Huawei do Brasil, Li ke, disse há pouco que parte dos equipamentos de infraestrutura de redes de telecomunicações da quarta geração da telefonia celular (4G), fabricados pela companhia, já está em fase de adequação às exigências do governo brasileiro para a obtenção de incentivos fiscais, por meio do Processo Básico Produtivo (PPB).

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A empresa prevê a nacionalização da estrutura de rede 4G. O PPB também foi um dos critérios definidos pelo governo para que as operadoras possam atingir o índice mínimo de compra de equipamentos nacionais associados ao padrão de 4G. Esta regra está prevista no edital de licitação da venda de licenças do novo serviço de celular, em leilão que ocorreu nesta semana.

"A parte de toda essa rede está com processo em andamento [enquadramento no PPB]", disse Li ke, ao ser questionado sobre o interesse da empresa de ampliar a atuação no Brasil por meio da fabricação de equipamentos de 4G.

Ele disse que já fabrica torres de transmissão de sinal de celular no Brasil por meio de empresas terceirizadas. Ao ser questionado se também haveria o interesse de iniciar a fabricação de modems 4G no país, o executivo da Huawei disse que "ainda não". No entanto, ressaltou que, "havendo mercado, é sempre possível desenvolver".

As declarações do presidente da Huawei do Brasil foram dadas após o anúncio da parceria firmada com o governo e a operadora Vivo para oferecer conexão 4G na conferência internacional Rio+20. A fabricante chinesa se encarregou de fornecer 400 modems da nova tecnologia para os membros das delegações internacionais terem acesso ao serviço 4G em caráter experimental. 

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