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A combinação de um ritmo lento no aumento da produção do petróleo da companhia com um aumento do investimento foi o principal problema apontado por analistas financeiros

A combinação de um ritmo lento no aumento da produção do petróleo da companhia com um aumento do investimento foi o principal problema apontado por analistas financeiros no Plano de Negócios 2012-2016 da Petrobras. De acordo com especialistas, a redução da meta de produção já era esperada, para uma projeção tida como mais "realista". "Metas mais realistas todo mundo já sabia.

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Mas mesmo olhando metas mais realistas, havia expectativa para crescimento das metas de produção a partir 2013", disse Luiz Otavio Broad, analista da Ágora Invest. A estatal divulgou que para os anos de 2012 e 2013 a expectativa é de manutenção da produção em linha com o nível de 2011, com crescimento de cerca de 2%. O maior crescimento da produção é esperado para partir de 2014.

Para Broad, o aumento do investimento em relação ao último plano de negócios, de 5%, não foi muito alto. "O problema são as duas coisas juntas [aumento do investimento e redução da produção]", completou. A estatal divulgou investimentos de US$ 236,5 bilhões neste plano, ante US$ 224,7 bilhões previstos no plano anterior. Eduardo Oliveira, especialista da corretora Um Investimentos, afirmou que para realizar o novo plano a Petrobras terá de aumentar sua dívida, emitindo debêntures (títulos de dívida).

"Como a empresa negou [em seu plano divulgado hoje] uma nova emissão de ações e não vai aumentar o preço da gasolina, não resta outra alternativa a não ser emitir títulos de dívida", disse Oliveira. Broad afirmou que a Ágora não trabalha com a possibilidade de reajustes do preço do combustível no mercado brasileiro para este ano. Segundo ele, a demanda continuará forte, embora em um ritmo menor.

"Se a gente olhar o preço do barril do petróleo agora até faz sentido não ter repassado para o mercado interno no início do ano", disse o analista. De acordo com Broad, o problema seria "se continuasse a subir naquele patamar". As ações da Petrobras devem se desvalorizar no curto prazo devido ao plano de negócios da empresa, na avaliação da Um Investimentos.

A corretora diz que, com o passar dos dias, os eventos na Europa, como a eleição na Grécia para a formação do próximo Parlamento no domingo, serão mais importantes. A Um Investimentos recomenda a compra de ações da Petrobras e vê potencial de valorização de 30% dos papéis em 18 meses.

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