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Relatório da ONG acusa grupo de violar compromisso de não comprar bovinos de áreas de desmatamentos da Amazônia, terras indígenas ou fazendas envolvidas com trabalho escravo

O Grupo JBS, maior empresa em processamento de proteína animal do mundo, divulgou nesta quarta-feira comunicado informando que a Justiça concedeu liminar a seu favor para que a Organização Não Governamental (ONG) Greenpeace suspenda imediatamente a veiculação de relatório produzido contra a empresa e divulgado na semana passada.

O Greenpeace alega no relatório ter encontrado indícios de que o Grupo JBS pode estar violando o compromisso público, assinado em 2009, de não comprar bovinos de áreas de desmatamentos da Amazônia, terras indígenas ou de fazendas que estejam envolvidas com trabalho escravo.

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No comunicado, o JBS informa que "a decisão da Justiça ocorre menos de uma semana após o JBS identificar uma série de graves falhas publicadas em um documento irresponsável e inconsequente divulgado pelo Greenpeace depois da conclusão de uma análise da equipe técnica da companhia de todos os pontos levantados pela ONG.

Essa análise culminou na produção e divulgação de um relatório por parte da direção da JBS, demonstrando que todas as informações publicadas pela ONG radical estavam integralmente equivocadas." Conforme determinação da Justiça, a ONG terá de retirar o documento e todo o conteúdo de seu website e não poderá veiculá-lo em nenhum formato, seja eletrônico, físico e até mesmo falado.

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A decisão judicial estabelece, ainda, que o Greenpeace deixe de endereçar o relatório aos clientes e fornecedores da companhia. Segundo o JBS, caso não cumpra a decisão judicial, a ONG deverá pagar uma multa diária de R$ 50 mil até que a determinação seja atendida. O ofício com a intimação sobre a decisão do juiz Sérgio Divino Carvalho, da 12ª Vara Cível, será entregue ainda nesta quarta-feira aos representantes do Greenpeace.

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