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Maior disputa, entre Vivo e Oi, deu-se pelo lote 3, arrematado pela Vivo por R$ 1,050 bilhão, com ágio de 66,6% ante o preço mínimo proposto pela Anatel

A venda dos quatro principais lotes voltados para telefonia móvel de quarta geração (4G) levantou R$ 2,56 bilhões nesta terça-feira no leilão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

As operadoras Claro, Oi, TIM e Vivo foram as vencedoras desses lotes de cobertura nacional em 4G.

A maior disputa, entre Vivo e Oi, deu-se pelo lote 3, arrematado pela primeira por R$ 1,050 bilhão, com ágio de 66,6% ante o preço mínimo proposto pela Anatel.

Todos os quatro lotes envolvem cobertura nacional em 4G, divididos em subfaixas de 2,5 GHz, e também incluem serviço móvel em áreas rurais na frequência de 450 MHz.

O interesse maior pelo lote 3 justifica-se pelo fato de englobar a subfaixa nacional "X", a última na disputa com largura de banda de 20 MHz, maior do que as demais e, portanto, com maior capacidade operacional.

O segundo maior ágio, de 34%, foi pago pela Claro para levar, por R$ 844,52 milhões, o lote 2.

A TIM pagou R$ 340 milhões (ágio de 7,9%) para levar o lote 4 e a Oi desembolsou R$ 330,85 milhões, com ágio de 5% para ficar com o lote 5.

O lote 1 de frequências para telefonia rural não recebeu propostas.

Após a venda dos lotes nacionais, o leilão da Anatel foi suspenso para o almoço e retornará nesta terça-feira por volta das 14h45, com a oferta do lote 75, que compreende frequências complementares em serviços regionais.

Os lotes regionais de 10 a 74 não serão mais leiloados agora, porque a disputa por eles dependia de renúncias de faixas de frequências já utilizadas, o que não ocorreu.

Os serviços de banda larga de quarta geração já deverão estar funcionando nas cidades-sede da Copa do Mundo de 2014, segundo os termos do edital.

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