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Além dos recursos do BNDES, a Braskem Idesa, joint venture com participação de 65% da Braskem e 35% da Idesa, já obteve outros US$ 900 milhões em financiamentos

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou uma linha de financiamento de US$ 700 milhões para a Braskem Idesa, empresa responsável pela construção de um complexo petroquímico no México e liderada pela brasileira Braskem, em parceria com a mexicana Idesa.

O financiamento será concedido na modalidade de project finance, que são financiamentos para projetos específicos. O projeto no México está avaliado em aproximadamente US$ 3,2 bilhões, número que deve subir para cerca de US$ 4 bilhões quando considerados gastos adicionais previstos com pagamento de juros de financiamento e outras despesas.

O montante colocado à disposição pelo BNDES ficou um pouco acima do previsto inicialmente, de aproximadamente US$ 600 milhões.

Além dos recursos do BNDES, a Braskem Idesa, joint venture com participação de 65% da Braskem e 35% da Idesa, já obteve outros US$ 900 milhões em financiamentos.

A maior parte, US$ 600 milhões, foi liberada pelo banco italiano Sace. Outros US$ 300 milhões já foram aprovados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), instituição que ainda deverá ampliar o montante.

O Banco Mundial, via International Finance Corporation (IFC), também já aprovou repasse de recursos para o projeto.

Além disso, o financiamento do complexo mexicano, chamado de Projeto Etileno XXI, deverá contar com recursos do norte-americano US Exim Bank e dos mexicanos Bancomext e Nafinsa. As aprovações dos financiamentos estão em fase final de aprovação.

O Projeto Etileno XXI, localizado no município de Nanchital (Veracruz), terá capacidade para produzir cerca de 1 milhão de toneladas anuais de polietilenos.

A unidade entrará em operação em 2015 e já está com 70% das obras de terraplenagem e preparação do terreno concluídas. Aproximadamente 50% dos equipamentos críticos necessários para o complexo já foram adquiridos, de acordo com a Braskem.

Energia

O BNDES também informou ontem ter aprovado um financiamento de R$ 378 milhões para a construção de cinco parques eólicos na Bahia e no Rio Grande do Norte pela Força Eólica do Brasil, controlada pela Neoenergia e pela Iberdrola. A Força investirá um total de R$ 594,5 milhões no projeto, com capacidade instalada de 150 MW. Os valores serão repassados pelo Banco do Brasil.

Os parques serão construídos nos municípios de Caetité (BA) e Bodó, Santana do Matos e Lagoa Nova (RN). As cinco novas centrais fazem parte de um projeto maior, constituído de mais cinco parques eólicos vizinhos e também vencedores no segundo Leilão de Fontes Alternativas, em 2010. O empreendimento vai gerar 1,8 mil empregos entre diretos e indiretos durante as obras.

O BNDES informou que sua carteira atual para o setor eólico, incluindo todas as fases de análise de financiamentos, soma 107 parques. Os projetos representam investimentos totais de R$ 12,4 bilhões e demandam financiamentos de R$ 8,4 bilhões do banco. Só em 2011, o apoio do BNDES ao setor somou R$ 3,4 bilhões, equivalentes a projetos que vão gerar 1.160 MW de capacidade instalada. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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