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Empresa concorda em fazer desembolso para pôr fim ao caso em que é acusada de fazer propaganda enganosa do novo iPad na Austrália, informam jornais internacionais

Além da multa, Apple também deve pagar R$ 600 mil para compensar gastos no processo
AP
Além da multa, Apple também deve pagar R$ 600 mil para compensar gastos no processo

A Apple concordou em pagar US$ 2,25 milhões (R$ 4,5 milhões) para pôr fim ao caso em que é acusada de fazer propaganda enganosa do novo iPad na Austrália, informam jornais internacionais.

Além dessa quantia - referente a multa a ser paga à Comissão Australiana de Competição e Direitos dos Consumidores, uma agência governamental -, a empresa se dispõe a desembolsar US$ 300 mil (R$ 600 mil) para compensar os gastos com o processo.

A Austrália esteve entre os primeiros países do mundo a receber a terceira geração do tablet da Apple, cujo lançamento ocorreu no dia 14 de março. Assim como nas campanhas de marketing feitas nas outras regiões, lá a empresa destacou o suporte à conexão 4G como um dos diferenciais do aparelho.

"Então você pode baixar conteúdo, assistir a vídeos instantaneamente e navegar na web a uma velocidade impressionante", diz o site da companhia.

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O problema é que o novo iPad só suporta o 4G nas frequências de 700MHz ou 2100MHz. E, como na Austrália o 4G funciona na frequência de 1800MHz, a internet de quarta geração prometida pela Apple acaba sendo, na verdade, a 3G - suportada também pelo iPad 2, agora mais barato.

O juiz que avalia o caso na Austrália, Mordy Bromberg, ainda precisa aprovar o acordo. Ele ainda não está certo se o dinheiro a ser pago pela Apple é uma penalidade suficiente, segundo o All Things D.

O site de tecnologia diz que Bromberg se recusa a bater o martelo antes de saber quantos consumidores se sentiram enganados e qual a situação financeira da Apple.

A empresa fundada por Steve Jobs alega que a posição financeira da companhia não importa nesse caso e diz ter indenizado os consumidores australianos que compraram o novo iPad acreditando adquirir um aparelho que funcionaria na rede 4G do país. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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