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Fabricante de material óptico e médico anunciou que eliminará 40% de seus 30 centros de produção no mundo todo até março de 2015

A fabricante japonesa Olympus, envolvida em um escândalo de perdas encobertas, apresentou nesta sexta-feira um plano de reestruturação a médio prazo pelo qual demitirá até 2014 cerca de 2,7 mil trabalhadores no mundo todo, algo em torno de 7% de sua força de trabalho.

A empresa detalhou através de um comunicado, no qual lamentou sua "conduta errônea no passado", que espera obter um lucro líquido de 7 bilhões de ienes (70,6 milhões de euros) durante o presente ano fiscal, que se encerra em março de 2013.

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Com seu plano quinquenal para criar uma "nova Olympus", a companhia espera retomar o caminho do lucro depois de ter registrado uma perda líquida de 49 bilhões de ienes (494,2 milhões de euros) no ano passado.

A fabricante de material óptico e médico anunciou também que eliminará 40% de seus 30 centros de produção no mundo todo até março de 2015.

Com essas medidas, a Olympus prevê que no ano fiscal de 2014 seu lucro líquido alcançará 40 bilhões de ienes (403,5 milhões de euros), subindo para 85 bilhões de ienes (857,3 milhões de euros) dois anos mais tarde.

Durante a vigência do plano, a empresa reduzirá ainda custos operacionais e despesas fixas de pessoal, e dedicará especiais esforços ao desenvolvimento de seu setor de equipamentos médicos mediante uma maior expansão em mercados emergentes.

A Olympus se encontra em uma delicada situação financeira depois de ter admitido perdas encobertas próximas a 900 milhões de euros em investimentos e pagamentos de comissões irregulares desde a década de 1990.

Como parte de sua estratégia para buscar alianças de capital, nesta mesma semana foi especulada a possibilidade de a fabricante de eletrônica Panasonic investir até 50 bilhões de ienes (504,3 milhões de euros) na Olympus, em uma operação que a transformaria em sua maior acionista.

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