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Marcos Kitano Matsunaga, diretor executivo da Yoki, cujo corpo foi encontrado nesta segunda, era neto de Yoshizo Kitano, fundador da Yoki e da Kitano

Uma família de empreendedores. Desta maneira podem ser definidos os Kitano, que além da Yoki, recentemente vendida à General Mills por quase R$ 2 bilhões , também criaram a Kitano. Marcos Kitano Matsunaga, diretor executivo da Yoki de 42 anos de idade, cujo corpo foi encontrado nesta segunda-feira, em São Paulo, era neto do fundador Yoshizo Kitano. 

Corpo de Marcos Kitano Matsunaga foi esquartejado. Mulher é suspeita de crime
Futurapress
Corpo de Marcos Kitano Matsunaga foi esquartejado. Mulher é suspeita de crime

O patricarca fundou a Kitano em 1960,  vendendo cereais e especiarias a granel. Nas décadas seguintes, a empresa lançou produtos com sua marca, como chás e gelatina. Em 1989, a Kitano foi vendida para a Refinações de Milho Brasil, a fabricante da Maizena. Seis meses depois, Yoshizo Kitano abriu a Yoki, juntando as iniciais de seu nome. 

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Nos anos seguintes, a Yoki cresceu e chegou a recomprar parte da Kitano e a marca de chás LinTea. A empresa também lançou a marca Mais Vita, atuava em 21 categorias, com 120 produtos e exportava para 10 países.

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A venda da Yoki foi feita enquanto Matsunaga, que sumiu no dia 20, ainda estava desaparecido.

Além de Marcos Matsunaga, também trabalhava na empresa Gabriel Cherubini, ex-executivo da Unilever e casado com Yeda Kitano Cherubini, filha de Yoshizo. E Zilo Matsunaga, diretor administrativo e concunhado de Cherubini. Segundo reportagens publicadas à época da venda da Yoki, as facções familiares não se entendiam e disputavam o controle da empresa. Esse teria sido o principal motivo do negócio com os americanos.


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