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De acordo com levantamento feito pela Economatica com 233 companhias negociadas na BM&F Bovespa, estoque de dívida em moeda estrangeira atingiu R$ 205 bilhões

Em menos de dois meses, a dívida em dólar das empresas de capital aberto cresceu 10% e corroeu 74% de todo lucro líquido obtido no primeiro trimestre do ano.

O avanço é resultado da escalada da moeda americana, que durante a semana alcançou a cotação máxima de R$ 2,10 e fechou a sexta-feira em R$ 1,998.

De acordo com levantamento feito pela empresa de informações financeiras Economática, com 233 companhias negociadas na BM&F Bovespa, o estoque de dívida em moeda estrangeira subiu para R$ 205 bilhões.

Supondo que nenhuma delas tenha feito operação de hedge para se proteger das variações cambiais, a despesa financeira no balanço deste trimestre será de R$ 17,99 bilhões. Mais da metade desse valor é da Petrobras, segundo a Economática.

“Por ser uma operação cara, muitas empresas acabam não fazendo hedge para se proteger. Quando há uma oscilação forte do dólar, elas sofrem com o impacto no caixa”, afirma o professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Ernesto Lozardo. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.