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A seguradora de vida Yamato Life Insurance tornou-se nesta sexta-feira a primeira companhia de serviços financeiros do Japão a sucumbir a turbulência nos mercados, iniciada com a crise das hipotecas de segunda linha (subprime). A companhia japonesa entrou com perdido de concordata, com dívidas de cerca de US$ 2,7 bilhões, que segundo a empresa, foram provocadas pela queda de valor de suas ações.

O governo do Japão e outros funcionários públicos movimentaram-se rapidamente para assegurar que o fechamento da pequena seguradora não listada na Bolsa japonesa, 33ª colocada em termos de ativos, ficasse isolado, com o órgão regulador financeiro do país atribuindo o colapso a uma "inadequada administração de riscos".

Outras seguradoras não estão na mesma situação, disseram fontes do governo, e o sistema financeiro do país permanece estável, com os bancos japoneses tendo até agora evitado a contaminação dos problemas relacionados ao subprime.

A Yamato Life Insurance disse que os preços de títulos, sustentados por intenções de investimentos, apresentaram forte queda diante da crise financeira, provocando um inesperado prejuízo de 11,04 bilhões de ienes no primeiro semestre do ano fiscal, encerrado em setembro deste ano.

O fechamento da Yamato, a quinta maior falência corporativa do Japão este ano, ocorre ao mesmo tempo que o Sumitomo Trust & Banking torna-se a última instituição financeira, em uma série de pequenos bancos, a cortar previsões de lucros diante da turbulência financeira mundial.

Em conferência a jornalistas, o ministro da Economia do Japão, Kaoru Yosano, observou que o sistema financeiro japonês permanece saudável. "O colapso da Yamato Life é um caso especial e (foi) provocado por suas próprias falhas (...) O sistema financeiro do Japão é estável", disse o ministro.

"As instituições financeiras japonesas têm capital suficiente e suas perdas no subprime são limitadas. O sistema financeiro japonês não é afetado pelos problemas relacionados ao subprime", afirmou Yosano. "Meu entendimento é que a maioria das companhias de seguro de vida do país é mais saudável do que a Yamato."

Enquanto isso, a Agência de Serviços Financeiros (órgão regulador do setor financeiro no país) disse que o ministro falhou ao gerenciar os riscos dos investimentos, e que outras seguradoras estão com o mesmo problema. As informações são da Dow Jones .

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