Tamanho do texto

SÃO PAULO - Os dados mais aguardados na agenda de indicadores saem nesta sexta-feira

. O foco está voltado aos dados oficiais sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos. O resultado pode ajudar o mercado a recuperar parte das acentuadas perdas dos últimos dias ou perpetuar o movimento global de fuga de ativos de risco, que tem respaldo na piora dos indicadores econômicos americanos e na crise das dívidas soberanas da Europa. As previsões oscilam entre 50 mil a 90 mil novas vagas em julho, contra 18 mil novos empregos criados em junho. A taxa de desemprego deve permanecer em 9,2%. Por aqui, o esperado Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho perde parte de sua relevância, tendo em vista que a acentuada deterioração de expectativas quanto ao crescimento mundial já levou o mercado a mudar completamente o foco do curto prazo para o médio e longo prazos. Dando uma boa dimensão desse movimento, a curva de juros futuros encerrou o dia mostrando possibilidade de queda da Selic em 2012. Algo que estava fora da pauta até o começo da semana. A inflação oficial deve ficar em torno de 0,20%, avançando em comparação com o 0,15% de junho. Confirmada tal leitura, o IPCA em 12 meses iria a 6,90%. Na Europa, o Reino Unido traz seu índice de preços ao produtor de julho e a Alemanha apresenta a produção industrial de junho. Olhando para a próxima semana, o destaque fica por conta da reunião do Federal Reserve (Fed), banco central americano. Com a piora recente da economia dos EUA, cresce a expectativa de um novo plano de estímulo. Também está prevista a bateria de indicadores chineses de inflação e atividade. Por aqui, sai o desempenho do comércio varejista em junho. (Eduardo Campos | Valor)