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Em dia de queda na bolsa após a euforia do pregão anterior, o mercado reage mal aos resultados da Embraer no terceiro trimestre. Às 12h32, as ações da fabricante de aviões registravam queda de 4,40%, entre as maiores do Ibovespa, que recuava 1,83% no mesmo horário, a 62.

553 pontos.

A companhia apresentou lucro líquido de US$ 57,7 milhões no terceiro trimestre, pelo padrão contábil norte-americano US Gaap. O resultado ficou 5,9% abaixo da média de US$ 61,37 milhões calculada por três instituições financeiras consultadas pela Agência Estado - Ágora, Raymond James e Citi.

De acordo com o analista Alan Cardoso, da Ágora Corretora, as margens da companhia vieram bem abaixo das estimativas, por conta da desvalorização do dólar em relação ao real e um mix de receitas mais fraco que o usual. "Como a empresa vinha apresentando um desempenho muito melhor em relação à média do setor, qualquer resultado mais fraco afetaria as ações", afirma.

O mercado também não gostou da projeção de receita 10% menor para 2010, dada pelo vice-presidente executivo de Finanças e de Relações com Investidores da Embraer, Luiz Carlos Aguiar, em teleconferência com analistas. "Ainda que não seja um guidance oficial, sinaliza uma piora nas expectativas para a companhia", observa Cardoso.

TIM

Os papéis da TIM Participações também reagem em queda ao balanço. Há pouco, as ações ON recuavam 4,53% e as PN, 4,12%, também entre as maiores baixas do índice. A operadora de telefonia celular obteve lucro líquido de R$ 60,811 milhões entre julho e setembro, ante prejuízo de R$ 12,053 milhões no mesmo período do ano passado. A receita líquida na mesma comparação caiu 2%, para R$ 3,337 bilhões.

O Ebitda (lucro antes de impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 758,782 milhões, o que representa uma queda de 5,0% em relação ao terceiro trimestre de 2008. Apesar de o resultado não ter sido considerado ruim, o mercado esperava números ainda melhores.

Para a analista Maria Tereza Azevedo, da Link Investimentos, em linhas gerais a TIM continua bem sucedida na mudança estratégica adotada após os fracos resultados de 2008. Ela acredita, porém, que o balanço da Vivo, previsto para o próximo dia 5 de novembro, deve superar o da concorrente.

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