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Os preços do açúcar voltaram a desabar ontem no mercado futuro da bolsa de Nova York. O contrato com vencimento em maio, mais negociado, fechou em queda de 4,29%, cotado a 17,84 centavos de dólar por libra-peso.

A cotação, que em fevereiro bateu o recorde de 29 anos, já é a menor em oito meses e meio.

O cenário em relação às últimas semanas não mudou.

Em menos de dois meses, a commodity já cedeu quase 40%. Depois de apostar na escala dos preços do açúcar, em um cenário que combinava escassez de oferta e demanda aquecida, fundos e especuladores continuam a liquidar seus contratos de compra. A avaliação é de que os preços não tinham mais espaço para subir com a chegada da nova safra brasileira.

Em meio à instabilidade das últimas semanas e à promessa de um cenário mais favorável, os compradores também se retiraram do mercado, o que abriu espaço para que as cotações caíssem ainda mais.

Em contrapartida, as demais commodities agrícolas exportadas pelo Brasil registraram desempenho positivo. Os contratos de café para entrega em maio fecharam em alta de 0,37%, cotados a 134,70 centavos de dólar por libra-peso. Na Bolsa de Chicago (CBOT), a soja para maio fechou em alta de 0,7%, cotada a US$ 9,6850 por bushel (medida equivalente a 27,21 quilos), depois de registrar a maior cotação em um mês (US$ 9,75).

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