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Mineradora destaca que empreendimentos terão capacidade conjunta de produção de 18,5 milhões de toneladas de aço

Estante da Vale do Congresso do Aço: foco no público especializado
André Vieira/iG
Estante da Vale do Congresso do Aço: foco no público especializado
Uma maquete medindo seis metros dá o tom no estande da mineradora Vale no Congresso Brasileiro do Aço, que acontece até sexta-feira, em São Paulo.

Fotos mostrando um amplo terreno vazio, com tratores fazendo a terraplenagem. Uma outra revela um desenho estilizado mostrando como será o empreendimento. No meio do estande, uma frase com preceitos definitivos: “a estratégia de longo prazo da Vale na siderurgia é promover o desenvolvimento do setor no Brasil, agregando valor ao minério de ferro e gerando riqueza e desenvolvimento ao país”.

No Congresso do Aço, a maior produtora de minério de ferro decidiu mostrar ao público especializado os projetos siderúrgicos que participa. É o caso da Aços Laminados do Pará (Belém), a Companhia Siderúrgica Ubu (Espírito Santo), a Companhia Siderúrgica de Pecém (Ceará) e a Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), esta última entrou em operação no ano passado no Rio de Janeiro.

Em outro painel, a Vale destaca que os projetos terão capacidade conjunta de produção de 18,5 milhões de toneladas quando estiverem prontos, lembrando que a produção de aço bruto brasileira em 2010 foi de 32,8 milhões de toneladas, segundo dados do Instituto Aço Brasil.

Nos últimos anos, a mineradora brasileira, que se tornou a segunda maior do mundo em valor de mercado, foi alvo de críticas até do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de investir pouco para agregar valor ao minério de ferro que explora. Roger Agnelli teria deixado o comando da companhia, entre outros razões, por hesitar em investir na siderúrgica.

Na semana passada, o novo presidente da Vale, Murilo Ferreira, disse que a companhia poderá fazer investimentos em siderurgia de “forma transitória”. “Este assunto sempre merecerá nossa atenção, nosso carinho, mas sempre a partir da premissa básica de que a Vale é uma mineradora", disse.

Curiosamente, quem não participa neste ano do Congresso do Aço é a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), uma das maiores produtoras de aços planos do Brasil. Por meio de sua assessoria, a empresa confirma que não irá ao evento, mas não soube explicar o motivo. No primeiro trimestre, a CSN ganhou mais dinheiro vendendo minério de ferro do que aço .

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