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Os diretores do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reconhecem que a recente subida dos preços de alimentos influenciou a inflação nos últimos meses

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Os diretores do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reconhecem que a recente subida dos preços de alimentos influenciou a inflação nos últimos meses. "O cenário de curto prazo foi negativamente influenciado pela dinâmica dos preços de alimentos, que, em parte, repercute choques de oferta", cita o documento da última reunião do comitê, realizada em outubro.

O colegiado reconhece ainda que há dificuldade na identificação de choques de oferta, como o de alimentos, e a intensidade desses movimentos. "Apesar da dificuldade em se identificar a natureza desses choques, bem como sua intensidade, duração e possibilidade de reversão, a política monetária deve atuar no sentido de impedir sua propagação, os chamados efeitos de segunda ordem."

A ata mostra ainda que houve aumento nas projeções de inflação para 2011, tanto no cenário de referência como no de mercado, mas elas ainda seguem em torno de 4,5%, o valor central da meta de inflação para o ano que vem. Para 2010, as projeções do Copom se elevaram e estão "sensivelmente" acima da meta de 4,5%.

Telefonia

A projeção do Copom para o reajuste de tarifas de telefonia fixa em 2010 recuou de 1,6% para 0,8%. Para a energia elétrica também houve recuo na projeção de 2010, embora mais discreto: de 3,7% para 3,6%. A autoridade monetária diminuiu ainda sua estimativa para a inflação dos preços administrados em 2011, de 4,4% para 4,3%. Para 2010, a estimativa desse grupo foi mantida em 3,6%.

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