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A Eletrobrás decidiu ser parceira de todos os consórcios que vão disputar a Hidrelétrica de Belo Monte, informou ontem o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Assim, fica afastada definitivamente a hipótese de a estatal virar parceira apenas do vencedor do leilão.

"Preferíamos que fosse assim, mas os consórcios querem a participação da Eletrobrás já."
A diferença é que as empresas do Grupo Eletrobrás passarão trabalhar na fase de elaboração das propostas para o leilão. No outro modelo, a Eletrobrás surgiria como parceria após a disputa, ajudando a financiar a obra, orçada em R$ 19 bilhões, segundo a última revisão de custo feita pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Segundo Lobão, até o fim desta semana serão definidas duas empresas do grupo para compor parceria com um dos consórcios já estabelecidos e outras duas com outro consórcio. O primeiro está sendo negociado pelas construtoras Odebrecht e Camargo Correa; o segundo foi formado pela Andrade Gutierrez, Vale, Neoenergia e Votorantim.

"Mas estamos abertos a receber propostas até a madrugada do dia 20 de abril, véspera do leilão", disse Lobão, após o lançamento da nova logomarca da Eletrobrás, no Rio.

Não há definição ainda das empresas da Eletrobrás comporão cada consórcio. "Temos 16 empresas, qualquer uma pode ser escolhida", disse.

O ministro reafirmou que a única coisa certa no momento é que a Eletrobrás vai disputar o leilão com participação mínima de 40% e máxima de 49% em cada consórcio. Segundo ele, o capital da controlada não interessa nesta questão porque "quem vai botar o dinheiro é a Eletrobrás".

Para Lobão, o preço do leilão ficará abaixo do teto de R$ 83 por megawatt-hora estabelecido pelo governo. "Todo mundo chora muito. Faz parte do jogo. Nas usinas do Rio Madeira o governo ouviu muitas críticas. Disseram que seria impossível construir com o MW abaixo de R$ 142, e na hora do leilão o deságio foi surpreendente, ficou abaixo dos R$ 78 por MW/h", disse Lobão. "Acreditamos que isso deva se repetir."

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