Tamanho do texto

Segundo economista-chefe do Barclays, fraco desempenho do PIB americano reduz receita com impostos e ameaça cortes

Estátuas em monumento próximo ao Capitólio, em Washington
Getty Images
Estátuas em monumento próximo ao Capitólio, em Washington
O acordo para elevar a dívida dos EUA firmado no domingo à noite é meramente um “band-aid” e não “muda o jogo”, afirmou o economista do banco Barclays Capital em uma relatório divulgado nesta segunda-feira, segundo a CBNC.

“O acordo certamente não representa uma virada no jogo e mantém a possibilidade de um rebaixamento na classificação de risco (dos títulos da dívida americana) no curto prazo”, afirmou Julian Callow, economista-chefe do Barclays Capital.

Segundo ele, o acordo coloca só um "band-aid" nas discussões em torno da adoção de políticas financeiras públicas mais sustentáveis.

O grande problema, segundo Callow, é a desaceleração da economia americana, o que significa que qualquer economia nos gastos públicos pode ser neutralizada por uma queda na receita com impostos.

“Qualquer economia fiscal pode efetivamente ser apagada se a recuperação do PIB americano continuar sendo mais fraca que as projeções assumidas pelo governo”, afirmou o economista.

Callow acredita que as agências vão rebaixar a classificação de risco da dívida americana apesar do acordo para elevação do teto do endividamento do país.

O analista-chefe do Danske Bank, Allan von Mehren, concorda. “Não será uma decisão fácil rebaixar a dívida soberana do país com a maior reserva de moeda do mundo. Precisará ter coragem para isso”, afirmou o economista à CNBC. 

Leia também:

Reservas dos EUA já são menores que a fortuna de Bill Gates

Tesouro dos EUA prevê US$ 331 bilhões em empréstimos

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.

    Notícias Recomendadas