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SÃO PAULO - a economia dos Estados Unidos continuou a crescer no primeiro bimestre de 2010, mas as nevascas que o país sofreu no começo de fevereiro atuaram como freios da atividade. A conclusão é do Livro Bege de março, compêndio de dados econômicos coletados pelas 12 unidades regionais do Federal Reserve (Fed, banco central americano).

Dos 12 distritos, nove reportaram melhora na atividade econômica, embora o aumento tenha sido modesto na maioria dos casos. Dos três restantes, Atlanta e St. Louis identificaram dados divergentes e Richmond informou enfraquecimento ou estabilidade na maioria dos setores, principalmente por causa das tempestades de neve na região.

O inverno rigoroso prejudicou especialmente o consumo, mas não atingiu a atividade do turismo, com certa melhora na taxa de ocupação dos hotéis. O frio e a neve afetaram também a agricultura e o mercado imobiliário. Segundo o Livro Bege, o segmento residencial melhorou, mas alguns distritos reportaram prejuízos a essa atividade causados pelas baixas temperaturas. No segmento comercial e no de construção, porém, a maioria das regiões detectou atividade fraca ou em desaceleração, com sinais de melhora em apenas alguns distritos.

Na parte de produção, a atividade da indústria de transformação se fortaleceu na maior parte das regiões, com destaque para equipamentos de tecnologia, indústria automotiva e metal-mecânica. A geração de energia também cresceu, puxada pela extração de gás natural.

O levantamento do Fed não encontrou repasse de pressões de alta aos preços no varejo no primeiro bimestre, apesar de alguns aumentos nos custos das matérias-primas. Também não houve pressões por reajustes salariais, uma vez que o mercado de trabalho se manteve fraco. Em alguns distritos foram notados sinais de contratações ou, pelo menos, de redução no número de demissões.

(Paula Cleto | Valor)

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