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Para economista-chefe do banco, apesar do resultado ainda fraco do PIB, ritmo de crescimento deve acelerar nos próximos meses

O economista-chefe do Itaú Unibanco e ex-diretor do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou nesta quinta-feira que a economia brasileira deve crescer 0,5% no primeiro trimestre. Na avaliação do economista, apesar do ainda fraco do desempenho do Produto Interno Bruto (PIB), já existem sinais de que o rimto de atividade está se aquecendo.

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Mas apesar dessa melhora no cenário e das medidas recentes para estimular o setor industrial o Brasil deve encerrar o ano com uma expansão de 3,5%. Acima dos 2,7% verificados em 2011, mas ainda aquém das expectativas do Governo Federal que trabalha com projeções de crescimento de 4,5%.

Durante apresentação no evento Macro Vision, com economistas estrangeiros organizado pelo Itaú BBA, na capital paulista, Goldfajn afirmou que a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve encerrar este ano em 5,5%, cerca de um ponto percentula acima do centro da meta estipulada pelo Banco Central em 4,5%. "A inflação está caindo e ficará menor que em 2011, mas não deve apresentar uma queda muito expressiva", disse.

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De acordo como economista, a taxa básica de juros da economia, a Selic deve terminar 2012 em 9% ao ano e poderá voltar a subir em 2013 devido a uma política monetária acomodatícia adotada pelo BC.

Para Goldfajn, a Selic poderá ficar abaixo de 9% caso o desempenho da economia fique abaixo do esperado pelo governo. "A atuação do Banco Central está focada no quadro econômico. Caso esse cenário fique mais fraco, o BC poderá reduzir a Selic para menos de 9%", afirmou o economista.

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