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Paris, 31 mar (EFE).- A economia brasileira cairá 0,3% neste ano, devido às dificuldades financeiras de seus principais parceiros comerciais, segundo as previsões publicadas hoje pela OCDE, sensivelmente piores que as de seu relatório semestral de novembro, quando havia previsto um aumento de 3% no PIB brasileiro.

Hoje, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) classificou como "totalmente defasados" os números divulgados no relatório de novembro.

Entretanto, ela segue mantendo certo otimismo sobre a recuperação da economia brasileira em 2010, ano para o qual prevê uma alta de 3,8% - ainda que esta estimativa seja menor que a de novembro, quando a organização falava em um aumento de 4,5% do PIB.

O caminho para a recessão no Brasil já havia sido mostrado pela queda de 3,6% do PIB quarto trimestre do ano passado, devido à queda na produção industrial em setores sensíveis ao crédito, como a indústria automobilística e os bens de consumo duráveis.

Em seu capítulo dedicado às grandes economias emergentes que não pertencem à organização, a OCDE considera "apropriada" a resposta política imediata do Brasil à crise, em particular com as injeções de liquidez do Banco Central, equivalentes a cerca de 3,3% do PIB.

Em todo caso, os autores do estudo estimam que ainda há "um amplo espaço" para medidas adicionais, em particular novas reduções da taxa básica de juros Selic -depois das realizadas entre janeiro e março-, já que estão caindo as pressões inflacionárias e pioraram as expectativas.

Em relação à inflação, a OCDE estime que, após a subida do ano passado, quando ficou em 5,9%, este ano deve ela deve cair para 4,3% e manter esse nível em 2010. EFE ac/jp

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