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O dólar comercial atingiu a cotação de R$ 1,72 no mercado interbancário nesta quinta-feira, depois que indicadores da economia norte-americana e informações desfavoráveis da Europa elevaram o grau de aversão a risco no ambiente internacional. No fechamento dos negócios, registrou alta de 2,44%, a R$ 1,719 - tendo oscilado da mínima de R$ 1,678 (estável) à máxima de R$ 1,72 (alta de 2,50%) durante o dia.

Trata-se da sexta elevação seguida e do maior valor da taxa de câmbio desde 2 de abril deste ano. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), a moeda americana fechou a R$ 1,716 nos contratos à vista, em alta de 2,39%. O volume financeiro atingiu US$ 6,548 bilhões.

No mercado futuro, dos nove vencimentos negociados, oito registraram alta e um ficou estável, com o volume transacionado somando US$ 29,52 bilhões. Entre os mais líquidos até as 16h40, o contrato com vencimento em outubro de 2008 projetava avanço de 2,52%, a R$ 1,73. O contrato de novembro de 2008 indicava elevação de 2,21%, a R$ 1,74.

Não faltaram notícias negativas nesta sessão no cenário global, concentradas principalmente na parte da manhã. Após a divulgação da decisão de manter o juro da zona do euro em 4,25% ao ano, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, anunciou a revisão da estimativa de crescimento econômico da região, reduzida para entre 1,1% e 1,7%, ante projeção feita em junho de 1,5% a 2,1%. Para 2009, a estimativa foi alterada para expansão entre 0,6% e 1,8%, de previsão anterior de 1% a 2%. Isso confirmou a percepção de muitos investidores de que uma desaceleração econômica expressiva não está confinada à economia dos EUA e enfraqueceu também o euro.

O mercado cambial doméstico, que vinha mostrando alguma resistência à piora externa, sucumbiu hoje à deterioração do humor - embora a reação do real tenha sido melhor do que a de outras moedas.

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