Tamanho do texto

Ausência do BC: não houve leilão e nem anúncio de nova medida cambial hoje

selo

O dólar no mercado à vista renovou as mínimas pouco antes do fechamento, respondendo ao fluxo cambial positivo durante a tarde no mercado local e a redução parcial de perdas pelas Bolsas norte-americanas. Sem leilão do Banco Central nem anúncio de nova medida cambial, os investidores que compraram moeda pela manhã na expectativa de vender depois à autoridade monetária ficaram frustrados e acabaram indo a mercado oferecer dólar no fim dos negócios, pressionando as cotações para baixo, disse um operador de um banco.

No fechamento, o dólar à vista no balcão caiu 0,27%, a R$ 1,8270, após oscilar entre a mínima de R$ 1,8260 (-0,33%) e máxima de R$ 1,8340 (+0,11%). O dólar comercial teve alta de 0,05% e ficou a  R$ 1,828. Em abril, a moeda norte-americana está estável, enquanto no ano acumula queda de 2,25%. Na BM&F, o dólar spot encerrou na mínima, a R$ 1,8271, com queda de 0,16%.

O economista Sidnei Nehme, NGO Corretora, disse que o dólar aqui desviou-se desde cedo da alta da moeda norte-americana no mercado internacional porque o mercado de câmbio local está sendo influenciado preponderantemente por fatores internos, como o tamanho e a origem do fluxo cambial diário e as intervenções do Banco Central via leilões de compra à vista ou a termo, além das ameaças permanentes de novas medidas para segurar a valorização do real.

No mercado externo, a aversão ao risco derrubou as bolsas europeias e os índices acionários em Nova York e no Brasil, beneficiando o dólar. Cresceram as preocupações com a economia da Espanha e os investidores ainda reagem com insatisfação à sinalização do Federal Reserve, que apontou na ata de sua última reunião de política monetária estar pouco propenso a fornecer novas medidas de estímulo para a fragilizada economia dos EUA. Em Nova York, às 17h09, o euro recuava a US$ 1,3141, ante US$ 1,3233 no fim da tarde de ontem.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.