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Um conjunto de fatores levou o dólar no mercado de câmbio doméstico a persistir em alta hoje e a oscilar acima de R$ 2,30 durante toda a sessão. O pessimismo externo com a situação de bancos e montadoras dos EUA justificou um aumento da aversão ao risco nos mercados, o que serviu de argumento para os investidores venderem ações e comprarem dólar.

Internamente, fatores técnicos relacionados à renovação de contratos de swap cambial pelo Banco Central e à rolagem dos vencimentos de dólar futuro na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) adicionaram ainda pressão de alta aos negócios.

No fechamento, o dólar comercial registrou alta de 1,70%, negociado a R$ 2,331 no mercado interbancário de câmbio. Na BM&F, nos contratos de liquidação à vista (em dois dias úteis), a moeda americana subiu 1,77% e fechou cotada a R$ 2,332. No câmbio interbancário, a taxa mínima do dia foi de R$ 2,31 (pela manhã) e a taxa máxima foi de R$ 2,338.

No Brasil, diante das fortes quedas das bolsas internacionais, os investidores estrangeiros migraram da Bovespa para o mercado de câmbio, num movimento de realização de ganhos recentes na bolsa e possivelmente para remessas de recursos ao exterior. Também favoreceram o ajuste de alta das cotações a rolagem pelo Banco Central de apenas US$ 4 bilhões de um total de US$ 7,6 bilhões em contratos de swap cambial, que vencerão em 1º de abril.

No mercado internacional, a rejeição dos planos de reestruturação das montadoras norte-americanas pelo governo dos EUA pesou negativamente sobre as ações de montadores e o sentimento dos investidores. O temor com a saúde das instituições financeiras e a notícia de que os países do G-20 não devem coordenar esforços para estimular a economia também justificaram os ajustes de posições.

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