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SÃO PAULO - As ordens de venda seguem pautando os negócios no mercado de câmbio nesta segunda-feira, depois do anúncio do programa de 750 bilhões de euros desenhado para socorrer a zona do euro. Reduzida a preocupação com uma crise generalizada na região, os investidores fazem o caminho inverso daquele observado na semana passada, ou seja, vendem dólares e títulos e voltam a busca rendimentos em ativos de risco como ações e commodities. Por volta das 14h50, o dólar comercial declinava 3,78%, a R$ 1,779 na compra e R$ 1,781 na venda. Cabe lembrar que, na semana passada, o dólar tinha subido 6,5%, passando da linha de R$ 1,73 para R$ 1,85.

SÃO PAULO - As ordens de venda seguem pautando os negócios no mercado de câmbio nesta segunda-feira, depois do anúncio do programa de 750 bilhões de euros desenhado para socorrer a zona do euro. Reduzida a preocupação com uma crise generalizada na região, os investidores fazem o caminho inverso daquele observado na semana passada, ou seja, vendem dólares e títulos e voltam a busca rendimentos em ativos de risco como ações e commodities. Por volta das 14h50, o dólar comercial declinava 3,78%, a R$ 1,779 na compra e R$ 1,781 na venda. Cabe lembrar que, na semana passada, o dólar tinha subido 6,5%, passando da linha de R$ 1,73 para R$ 1,85. No mercado futuro, o dólar com vencimento para junho, negociado na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), recuava 2,84%, a R$ 1,794. Para os economistas do Wells Fargo Economic Group, a forte resposta dos líderes europeus deve levar a crise a acabar pelo menos por ora. "Embora estejamos otimistas quanto ao sucesso do plano no curto prazo, existem algumas preocupações em mente", disse a instituição em relatório assinado pelo economista global, Jay Bryson. Segundo o Wells Fargo, as preocupações se concentram no longo prazo. O primeiro ponto levantado é a necessidade de aprovação de acordos bilaterais pelos parlamentos dos países envolvidos. "Se um governo não aprovar será que todo o plano não poderia ser questionado?", pondera o economista. Fora isso, a instituição lembra que permanece a preocupação com o futuro econômico da região. O aperto fiscal irá pesar negativamente sobre o crescimento de alguns países nos próximos anos. E, além disso, a moeda comum que une Grécia, Portugal e Espanha a seus vizinhos, representa uma dificuldade para as exportações desses países. Ainda mais se considerarmos que grande parte do comércio é intragrupo. "Outro colapso como o do Lehman Brothers parece ter sido evitado, pelo menos por ora. No entanto, o caminho segue longo para algumas endividadas nações europeias", conclui o relatório. (Eduardo Campos | Valor)

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