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SÃO PAULO - Os investidores seguem firmes na ponta de venda do dólar comercial, que já acumula perda de 2,37% na semana. Segundo o gerente da mesa de câmbio do Banco Prosper, Jorge Knauer, o mercado vê o estrangeiro desmanchando posição comprada (aposta pró-dólar) no mercado futuro e segue no mesmo rumo.

SÃO PAULO - Os investidores seguem firmes na ponta de venda do dólar comercial, que já acumula perda de 2,37% na semana. Segundo o gerente da mesa de câmbio do Banco Prosper, Jorge Knauer, o mercado vê o estrangeiro desmanchando posição comprada (aposta pró-dólar) no mercado futuro e segue no mesmo rumo. "As apostas vendedoras é que são as vencedoras." Ainda de acordo com Knauer, mantido esse ritmo de queda, o dólar deve, em breve, ir testar o piso técnico e psicológico de R$ 1,75. O especialista lembra que outras vezes em que a taxa chegou a esse preço, o mercado começou a se preocupar com a possibilidade de maiores intervenções do Banco Central (BC) ou mesmo do Tesouro ou do Fundo Soberano no câmbio. Por volta das 12 horas, o dólar comercial apresentava baixa de 1,0%, a R$ 1,771 na compra e R$ 1,773 na venda. No mercado futuro, as vendas são menos acentuadas e o dólar com vencimento em julho, negociado na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), apontava desvalorização de 0,50%, a R$ 1,777. Pelos últimos dados disponíveis, referentes ao pregão de ontem, os estrangeiros venderam US$ 677 milhões em contratos futuros, reduzindo seu estoque pró-dólar para a linha de US$ 2,54 bilhões. Na semana, até ontem, os estrangeiros venderam US$ 1,87 bilhão em contratos. De acordo com Knauer, avaliar essa posição do estrangeiro é uma tarefa complexa, pois é difícil separar dentro da posição comprada o que é hedge (proteção) do que é aposta contra o real. Na ponta compradora estão os bancos, que vinham apostando nessa valorização do real desde o começo do mês. Ontem, as instituições compraram US$ 400 milhões, reduzindo a posição vendida para US$ 4,8 bilhões. Vale lembrar que, na quarta-feira da semana passada, os bancos estavam vendidos em US$ 8 bilhões enquanto os estrangeiros tinham um estoque de compra de US$ 5,7 bilhões. (Eduardo Campos | Valor)

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