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O dólar fechou em forte em alta nesta terça-feira seguindo os movimentos do cenário internacional e o deterioramento dos preços das commodities. A moeda norte-americana subiu 0,97%, a R$ 1,663, registrando o maior nível de fechamento desde 14 de maio. Em apenas duas sessões de setembro, o dólar já subiu 1,9%.

O petróleo fechou em baixa de US$ 5,75 depois de cair quase US$ 10 com o enfraquecimento do furacão Gustav. Segundo o departamento de câmbio da corretora Concórdia, o atual momento do mercado internacional é de bastante tensão e volatilidade. "É uma mudança de percepção do mercado", afirmou a corretora, explicando que a tendência de queda de curto prazo, vista nos últimos meses, do mercado cambial está sendo reavaliada pelos agentes.

O departamento também ressaltou que o volume de negócios "pouco expressivo" tem ajudado a dar mais volatilidade ao mercado. De acordo com dados preliminares da Bolsa de Mercadorias & Valores (BM&F), o  volume médio negociado no mês de agosto foi de 3,8 bilhões de dólares.

Na última hora de negócios, o Banco Central realizou um leilão de compra de dólares no mercado à vista. A autoridade definiu a taxa de corte a  R$ 1,6658 e aceitou, segundo operadores, três propostas.

Bovespa

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, aprofundou as perdas do dia, lideradas por ações do setor de siderurgia e pela Petrobras.

Às 16h33, o Ibovespa cedia 1,28%, aos 54.454 pontos. O ranking de maiores desvalorizações era encabeçado por Usiminas PNA e CSN ON. Os papéis da Petrobras, de peso na carteira do Ibovespa, também registravam queda expressiva.

Os principais índices das Bolsas de Nova York inverteram o sinal e passaram para o terreno negativo, com a acentuada queda dos preços do petróleo pesando sobre o mercado no geral, em meio às especulações de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) poderá reduzir sua produção no encontro ministerial na próxima semana. A queda do petróleo e outras commodities matérias-primas também pesa sobre as ações das empresas do setor de matérias primas.

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