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Há pouco, moeda americana tinha queda de 0,51%, cotada a R$ 1,575 na venda

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O dólar comercial opera em queda nesta terça-feira. Há pouco, a moeda recuava 0,51% frente ao real, cotada a R$ 1,575 na venda. No pregão de ontem, a moeda americana subiu 0,53% e foi cotada a R$ 1,583 no fechamento. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar à vista ainda não havia sido negociado às 10h02.

Os investidores estão atentos hoje aos acontecimentos internacionais, que já são o principal farol do mercado doméstico de câmbio há tempos. A inflação brasileira, uma das principais preocupações com a economia nacional, dá sinais de que está mais "comportada", como mostrou hoje o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) de 0,01% em maio, no piso das previsões, e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 0,47% no mês passado, na mediana das estimativas.

O destaque internacional é o pronunciamento do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, que fala sobre as condições econômicas do país. Com os últimos indicadores apontando uma recuperação econômica em ritmo e intensidade menores do que esperado nos EUA, os investidores tentarão encontrar pistas sobre as próximas ações de política monetária, apostando na manutenção da liquidez farta por mais tempo e no adiamento da retomada da alta dos juros.

Bernanke discursará somente no final da tarde e, até lá, o dólar está recebendo pressão adicional de queda de declarações dadas por uma autoridade chinesa. Segundo o chefe do departamento de pagamentos internacionais da Administração Estatal de Câmbio Estrangeiro, Guan Tao, é arriscado manter uma posição excessivamente elevada em ativos denominados na moeda norte-americana. O risco provém da perspectiva de o dólar se depreciar contra outras moedas, de acordo com avaliações publicadas no site China Finance 40 Forum, um centro de pesquisas acadêmicas. Embora ele tenha declarado que essas são opiniões pessoais, o fato pesa nos mercados.

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